O aumento dos roubos de carga e a pressão por maior visibilidade operacional estão acelerando os investimentos em conectividade no transporte rodoviário brasileiro. Em um setor historicamente marcado por baixa cobertura de dados nas estradas e dificuldades de rastreamento em tempo real, transportadoras e embarcadores vêm ampliando a adoção de soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT) para monitoramento de veículos e cargas.
Nesse movimento, a Michelin Connected Fleet, unidade de gestão de frotas e rastreamento da Michelin, ampliou sua parceria com a TIM Brasil para integrar dispositivos de monitoramento conectados à rede 4G e NB-IoT da operadora.
Segundo as empresas, a solução já monitora mais de 30 mil veículos no país e vem sendo utilizada por transportadoras e embarcadores para ampliar controle operacional e rastreabilidade das cargas.
Segurança logística passou ser uma das grandes preocupações do setor. Dados citados pelas companhias apontam que o Brasil registrou cerca de 10 mil roubos de carga em 2025, com prejuízo estimado em R$ 1,3 bilhão.
Além das perdas financeiras, operadores do setor vêm relatando aumento dos custos com gerenciamento de risco, seguros e monitoramento, especialmente em rotas consideradas críticas para transporte de produtos eletrônicos, alimentos, combustíveis e medicamentos.
Visibilidade operacional ganha peso
Na prática, a parceria combina a plataforma de monitoramento da Michelin Connected Fleet com a infraestrutura de conectividade IoT da TIM, permitindo troca contínua de dados entre caminhões, dispositivos de rastreamento e centrais operacionais.
Segundo as empresas, a tecnologia já alcança índice de recuperação superior a 80% em casos de roubo ou extravio de cargas monitoradas. Além da segurança, o setor também vem utilizando conectividade embarcada para reduzir tempo ocioso, otimizar rotas, ampliar controle de consumo de combustível e melhorar gestão da frota.
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