Falta de galpões pressiona mercado logístico no Sul do país

Vacância de 5% em Santa Catarina acelera alta dos aluguéis e corrida por áreas na BR-101

Redação

A escassez de condomínios logísticos em Santa Catarina começou a pressionar o mercado imobiliário industrial do Sul do país e intensificou a disputa por áreas próximas à BR-101, corredor considerado estratégico para operações de distribuição e acesso aos portos da região.

Dados da consultoria Colliers mostram que a taxa de vacância logística no estado encerrou 2025 em 5%, a menor do Brasil. O nível é considerado próximo do limite operacional do setor e vem sustentando a valorização dos aluguéis e dos ativos industriais.

Segundo a consultoria, o preço médio pedido para galpões em Santa Catarina chegou a R$ 34 por metro quadrado ao mês no fim do ano passado, acima da média nacional de R$ 31.

O movimento acompanha a forte absorção logística registrada no país em 2025, quando o mercado brasileiro ocupou cerca de 4,8 milhões de metros quadrados, impulsionado principalmente pelo crescimento do comércio eletrônico e pela reorganização das cadeias de distribuição.

Com menos áreas disponíveis e maior pressão por localização estratégica, operadores logísticos, varejistas e fundos imobiliários passaram a ampliar a procura por projetos build to suit (BTS), modelo em que o imóvel é desenvolvido sob medida para um locatário específico e operado com contratos longos.

A busca vem se concentrando especialmente no eixo da BR-101 entre Joinville e a divisa com o Paraná, região considerada uma das principais portas logísticas do Sul para distribuição nacional.

Nesse cenário, empresas do setor imobiliário passaram a acelerar projetos voltados ao segmento logístico. A ABecker, por exemplo, ampliou a estruturação de áreas para galpões BTS em Joinville e Garuva, municípios que vêm concentrando parte da expansão logística catarinense.

Segundo Anderson Becker, CEO da ABecker, a baixa vacância mudou a dinâmica de risco do setor. “A vacância de 5% no estado praticamente zera o risco de vacância estrutural”, afirmou.

O avanço dos projetos logísticos ocorre em um momento em que operadores tentam encurtar prazos de entrega, reduzir custos de transporte e aproximar estoques dos principais corredores rodoviários e centros consumidores.

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