Wilson Sons acelera uso de IA após reorganizar dados

Operadora moderniza arquitetura em nuvem, reduz custos e amplia uso de analytics nas operações marítimas

Redação

A Wilson Sons iniciou uma reestruturação de sua arquitetura de dados para ampliar o uso de inteligência artificial, analytics avançado e modelos preditivos nas operações marítimas, portuárias e logísticas da companhia.

O projeto, desenvolvido com apoio da Triscal, envolveu a revisão da estrutura de armazenamento e governança de dados da empresa, além da migração para um ambiente majoritariamente em nuvem. A reestruturação começou após a criação da área de Transformação Digital da Wilson Sons, em 2023, responsável por assumir a evolução do ambiente de dados corporativos da companhia.

Segundo Thiago Pinto, gerente de Inteligência de Dados da Wilson Sons, o objetivo foi preparar a infraestrutura para operações de maior escala e aplicações mais avançadas de inteligência analítica. “Nosso foco foi refinar essa arquitetura incorporando novos padrões de governança avançada e garantindo escalabilidade e performance”, afirma o executivo.

O projeto incluiu revisão de políticas de governança, definição de níveis de acesso, reorganização do fluxo de dados e implementação de um catálogo corporativo para facilitar o uso das informações pelas áreas de negócio.

IA avança nas operações marítimas

A nova estrutura passou a permitir aplicações ligadas a machine learning e monitoramento operacional em tempo real. Segundo a companhia, sensores instalados em embarcações já conseguem transmitir dados operacionais a cada 20 segundos, permitindo análises preditivas voltadas à manutenção e desempenho da frota.

“Hoje temos modelos preditivos capazes de identificar possíveis riscos de manutenção nas embarcações utilizando técnicas de machine learning”, afirma Pinto. A empresa também passou a realizar simulações operacionais e financeiras para avaliar impactos de mudanças em processos de faturamento e critérios de cobrança.

A Wilson Sons também substituiu sua plataforma anterior de visualização de dados por uma estrutura baseada em Microsoft Power BI. Segundo a companhia, a mudança resultou em redução de aproximadamente 40% nos custos ligados ao ambiente de analytics, com retorno estimado em dois anos. O processo envolveu a revisão de mais de 65 modelos de dados e cerca de 300 dashboards e relatórios corporativos.

Para Pedro Henrique Cerviño, diretor da Triscal, projetos de governança de dados passaram a ser fundamentais para viabilizar iniciativas de inteligência artificial nas empresas. “Esse tipo de fundação é essencial para iniciativas de Advanced Analytics e de Inteligência Artificial”, afirma.

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