O transporte rodoviário de cargas entra em 2026 sob pressão de um fator pouco usual: o calendário. Com nove feriados nacionais caindo em dias úteis, o setor enfrenta aumento da ociosidade da frota, o que eleva custos e reduz a produtividade em uma atividade que responde por cerca de 65% da matriz logística brasileira.
O impacto é direto no resultado das transportadoras. Na Buzin Transportes, cada caminhão parado representa perda de faturamento entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil por dia. Em períodos de feriados prolongados, o prejuízo potencial pode chegar a R$ 9 milhões a R$ 12 milhões.
Custo da ociosidade
“O transporte vive da otimização do tempo. Um caminhão que não carrega ou descarrega porque a indústria ou o varejo pararam é um ativo de alto valor gerando custo sem contrapartida de receita”, afirma Leonardo Busin.
Segundo o executivo, mesmo com o diesel representando cerca de 40% dos custos operacionais, a ociosidade da frota se torna um fator crítico. “Muitas vezes, a empresa não tem capacidade operacional para recuperar em três dias o que foi perdido em quatro de feriado prolongado, o que impacta diretamente o resultado final do mês”, diz.
Planejamento vira diferencial
Para mitigar os efeitos, empresas têm adotado estratégias de antecipação de rotas e sincronização de entregas, garantindo que os veículos estejam carregados durante os feriados e cheguem aos destinos na reabertura dos pontos de descarga.
O cenário reforça o peso do transporte no custo Brasil — estimado em 15,5% do PIB — e amplia a necessidade de planejamento operacional mais preciso, especialmente em cadeias como agronegócio e indústria, onde a continuidade do fluxo logístico é determinante para evitar perdas e pressão sobre o frete.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



