A SITA lançou uma solução de conectividade que transfere a gestão de redes de aeroportos e companhias aéreas para um modelo terceirizado. O SITA Campus Network, desenvolvido com tecnologia da HPE Aruba Networking, permite operar ambientes críticos sem a necessidade de infraestrutura própria, em linha com a tendência de “rede como serviço”.
O movimento coincide com a crescente complexidade nos hubs de transporte, onde múltiplos sistemas, dispositivos e operadores precisam atuar de forma integrada. Nesse ambiente, falhas de conectividade deixam de ser um problema de TI e passam a impactar diretamente a operação logística, especialmente na carga aérea, que depende de sincronização em tempo real.
Centro da operação
A proposta da SITA é centralizar a gestão de redes cabeadas e Wi-Fi em uma plataforma na nuvem, com uso de inteligência artificial para monitoramento contínuo e correção automática de falhas. O objetivo é reduzir indisponibilidades e garantir desempenho em ambientes de alta densidade, como terminais e centros operacionais.
“Integrar diferentes sistemas e dispositivos nos ambientes aeroportuários está se tornando cada vez mais complexo”, afirma Martin Smillie, vice-presidente sênior de Comunicações e Intercâmbio de Dados da SITA. “Com o SITA Campus Network, assumimos essa complexidade e entregamos uma rede operada e otimizada continuamente.”
Na prática, a conectividade passa a ser tratada como parte da infraestrutura logística. Sem estabilidade de rede, operações como despacho de cargas, rastreamento e integração com operadores globais são diretamente afetadas.
Impacto na logística e na carga aérea
A solução se integra à rede global da SITA, que conecta mais de 600 aeroportos, reforçando a digitalização da cadeia logística internacional. Para operadores de carga aérea e freight forwarders, a maior confiabilidade da conectividade tende a melhorar previsibilidade, reduzir atrasos e aumentar a eficiência operacional.
O modelo também reduz a necessidade de equipes locais, equipamentos e treinamentos, convertendo custos fixos em variáveis. Disponível em mais de 145 países, o serviço opera com suporte 24 horas e pode ser escalado conforme a demanda.
A adoção de redes gerenciadas reflete uma mudança mais ampla no setor: infraestrutura digital deixa de ser suporte e passa a integrar o núcleo das operações logísticas, com impacto direto na competitividade e na resiliência das cadeias globais.



