O Estreito de Ormuz foi reaberto para navios comerciais nesta sexta-feira (17), após acordo de cessar-fogo no Líbano. A liberação, anunciada pelo governo do Irã, deve valer até o fim da trégua nas tensões com os Estados Unidos, prevista para a próxima semana.
A rota é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e vinha sendo foco de instabilidade, com reflexos diretos nos preços da commodity, nos custos de frete e na previsibilidade das cadeias logísticas internacionais. “A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo”, afirmou Seyed Abbas Araghchi.
A reabertura ocorre após semanas de tensão no Oriente Médio, que incluíram ameaças de bloqueio da rota e elevação dos prêmios de risco no transporte marítimo. O estreito conecta o Golfo Pérsico a mercados globais e é estratégico para exportadores de petróleo.
Mesmo com a trégua, a medida é considerada temporária. A continuidade da operação dependerá da manutenção do cessar-fogo, que envolve diferentes frentes do conflito regional, incluindo confrontos no Líbano.
Dados de mercado indicam que, mesmo sob restrições, navios continuaram operando na região. Segundo a empresa de monitoramento Kpler, ao menos três petroleiros iranianos, com cerca de 5 milhões de barris, deixaram o Golfo Pérsico recentemente.
A normalização parcial do fluxo tende a reduzir a volatilidade nos preços do petróleo e aliviar pressões sobre cadeias logísticas que dependem da rota — especialmente no transporte marítimo de energia e derivados.
Ainda assim, operadores mantêm cautela diante da possibilidade de novos episódios de instabilidade, que podem voltar a afetar custos e prazos no comércio internacional.
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