O Ministério dos Transportes entregou um viaduto em Hortolândia (SP) que elimina o cruzamento em nível com a ferrovia e reduz um dos principais pontos de conflito urbano entre transporte de cargas e tráfego local.
Com investimento de R$ 57 milhões, a estrutura passa a suportar cerca de 30 mil veículos por dia, conectando vias estratégicas da cidade e melhorando a fluidez em um trecho impactado pela circulação de trens de carga.
A obra também impacta diretamente a operação ferroviária. Com a eliminação do cruzamento, os trens deixam de reduzir velocidade ao atravessar a área urbana, aumentando a produtividade da malha.
“Agora, o trem não precisa mais reduzir a velocidade. Isso melhora a eficiência do transporte de carga e a qualidade de vida da população”, afirma Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário.
Antes da intervenção, composições podiam interromper o trânsito por até três horas diárias, em um cenário típico de conflito entre expansão ferroviária e crescimento urbano.
Capacidade logística depende de infraestrutura urbana
A entrega reforça um desafio recorrente na logística brasileira: a convivência entre ferrovias e áreas urbanas densas. A eliminação de passagens em nível é considerada uma das principais medidas para reduzir acidentes e aumentar a capacidade da operação ferroviária.
“Um trem pode substituir mais de 300 caminhões, mas ao atravessar áreas urbanas gera impacto significativo no tráfego”, afirma Pedro Palma, CEO da Rumo.
A obra integra um conjunto de intervenções em São Paulo voltadas à melhoria da infraestrutura logística, incluindo modernização de rodovias e novos dispositivos urbanos para aumentar a capacidade de circulação.
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