A temporada 2026 da Copa Truck começa em 8 de março, em Campo Grande (MS), mantendo um dos atrativos que diferenciam a categoria no calendário do automobilismo brasileiro: caminhões de competição derivados de modelos rodoviários, mas transformados em máquinas de alto desempenho. Entre as marcas envolvidas está a Dana, fornecedora de componentes como eixos dianteiros e cardans por meio da marca Spicer.
Os caminhões que alinham no grid preservam a identidade visual das versões de rua — painel frontal, grade e logotipo seguem o padrão determinado pelo regulamento técnico da CBA. Sob a carroceria, porém, as mudanças são profundas.
Os motores diesel recebem preparação específica para competição e podem superar a faixa de 1.000 a 1.250 cavalos de potência, com regime de giros elevado para cerca de 3.700 rpm ou mais — patamar incomum para veículos comerciais pesados. O peso total é reduzido para algo entre 4.200 kg e 4.500 kg, com cabine encurtada, retirada de itens internos e ajustes estruturais.
Suspensão mais rígida e rebaixada, freios dimensionados para altas cargas térmicas, transmissão reforçada e otimização de turbo e intercooler completam o pacote. O resultado são velocidades acima de 200 km/h e disputas corpo a corpo que contrastam com a imagem tradicional de um caminhão rodoviário.
De fábrica para a pista
É nesse ponto que entram os fornecedores de sistemas. A Dana renovou o apoio à equipe Odapel Racing, agora operada pela Full Time Sports. Por meio da marca Spicer — presente em eixos dianteiros e cardans de grande parte dos caminhões produzidos no país — a empresa estampa sua marca nos dois Mercedes-Benz da equipe em 2026.
Além da mudança de estrutura, com a migração para a Full Time Sports e nova base em Cubatão (SP), os caminhões deixam a plataforma Volkswagen e passam a competir com modelos Mercedes-Benz preparados para a categoria.
Em 2026, a Copa Truck terá nove etapas, passando por diferentes estados, com transmissões em TV aberta, fechada e plataformas digitais. Nas pistas, são máquinas de competição. Fora delas, continuam sendo vitrine para a engenharia de caminhões que movem a logística brasileira.



