O ano de 2017 também começou de forma positiva para a VLI. “Primeiro, porque temos uma expectativa de um grande volume de grãos para ser colhido no país, com safra recorde. E nós estamos prontos para absorver e escoar com eficiência o que virá pela frente. O terminal integrador portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista, o principal investimento do plano de negócios da companhia, terá papel fundamental neste processo. Já iniciamos as operações de exportação de açúcar e grãos em um novo berço, com dois novos armazéns. E isso deve se intensificar nos próximos meses, quando novos berços entrarão em operação. Quando estiver totalmente pronto, o Tiplam também contará com mais um armazém para fertilizantes e um berço de escoamento para esse produto”, explica Lorenzi.
O grande destaque da VLI em 2017 é o início das operações do Tiplam, que está sendo ampliado desde 2013. O projeto tem custo de R$ 2,7 bilhões e se encontra em estágio final das obras, com 97% da expansão concluídos. Algumas etapas das obras já foram entregues. A previsão de inauguração oficial é para o primeiro semestre deste ano. “Na Intermodal 2017, todo o conceito do nosso estande é voltado para reforçar os diferenciais desse projeto. O Tiplam acrescenta cerca de 12 milhões de toneladas de capacidade ao sistema portuário de Santos, oferecendo uma alternativa diferenciada e competitiva para a exportação agrícola do país”, diz Lorenzi. A VLI considera a Intermodal o maior evento de logística e transporte de cargas da América Latina. “Por isso, é uma referência, é grandioso. Para nós, é sempre uma oportunidade da empresa estar próxima dos seus clientes e reforçar a importância da infraestrutura que oferecemos para o transporte das cargas produzidas por eles”, completa.
A ampliação do Tiplam prevê ainda a construção de um pátio de enxofre, um novo armazém para fertilizantes, dois armazéns para grãos, um armazém para açúcar, um armazém flex (açúcar e grãos) e uma pera ferroviária (via férrea acessória destinada a inverter a posição do trem por marcha direta), que interligará as operações de exportação à ferrovia. “De forma comparativa, se o volume do Tiplam fosse realizado de caminhão, corresponderia a 1.500 veículos por dia nas estradas. O terminal conta ainda com o diferencial de estar localizado na área continental de Santos, afastado da zona urbana da cidade e sem necessidade de acesso às já congestionadas margens direita e esquerda, criando uma nova margem de acesso, a central. Isso possibilita um projeto de alta performance e com redução de impactos à comunidade”, explica Lorenzi.
Além disso, a empresa acredita que em 2017 consolidará um importante fluxo de mercadorias no Norte do país, o corredor Centro-Norte, para atender à produção de grãos do Maranhão e Tocantins, além do Mato grosso, Goiás e Pará. “Este corredor interliga dois de nossos terminais integradores, que são praticamente novos, nos portos Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins, à ferrovia Norte-Sul, chegando ao porto de Itaqui, no Maranhão. Portanto, temos um grande ano pela frente e estamos confiantes que as nossas expectativas irão se confirmar”, acredita Lorenzi. Os portos Nacional e de Palmeirante foram inaugurados em março de 2016.
Com investimento de R$ 264 milhões, juntos, esses terminais têm capacidade para movimentar seis milhões de toneladas de produtos como soja, milho e farelo, e representam um ganho na infraestrutura disponível para escoamento da safra do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), região considerada como importante fronteira agrícola do país.
No ano passado, a VLI também colocou em operação o maior terminal intermodal da empresa, o terminal integrador Uberaba, em Minas gerais, que possui capacidade para movimentar 8,7 milhões de toneladas por ano de grãos e açúcar. Com investimento de R$ 230 milhões, esse terminal se integra à ferrovia Centro-Atlântica no corredor Centro-Sudeste, tradicional rota de escoamento de cargas que conecta Goiás e o Triângulo Mineiro ao sistema portuário de Santos.
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