“Sem isso, as regras do jogo não ficam clara”, afirmou. De acordo com Moan, além de investimentos adiados, as vendas de veículos comerciais ou de passageiros também não reagem enquanto o mercado não tem claramente diagnosticado o impacto do ajuste econômico.
Com a definição do ajuste fiscal, as condições de crédito, por exemplo, podem voltar a melhorar. Um dos problemas da indústria automobilística é a forte restrição ao crédito. Em razão da baixa atividade econômica, o bancos estão restringindo novos financiamentos de veículos ao exigir prazos menores e entradas maiores para aprovação dos cadastros.
“O único subsídio que nós queremos é que o governo faça a economia andar”, afirmou Alarico Assumpção Junior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). “Só vendemos veículos quando há crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Quando não existe crescimento econômico, não há incentivo que faça vender carro.”
A setor de veículos responde por 18% da produção de toda a indústria nacional. Mas sua atividade se repercute em várias cadeias, principalmente a petrolífera e a siderúrgica, entre outras. Também é um grande gerador de serviços e empregos.
Para cada emprego direto, estima-se que o setor estimule outros 30 nos vários segmentos econômicos que ajuda a movimentar.
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