Barcas do Rio transportam 38 mil bicicletas em um mês

Linha entre Niterói e Praça XV concentra 90% dos embarques; levantamento considera primeiro mês das novas regras para transporte de bicicletas

Redação

O sistema de barcas do Rio de Janeiro registrou 38.402 embarques de bicicletas no primeiro mês de vigência das novas regras para o transporte desses equipamentos. A linha Arariboia, entre Niterói e a Praça XV, respondeu sozinha por 90% desse movimento.

A regulamentação da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) entrou em vigor em 14 de agosto e estabeleceu critérios para o embarque e a circulação de bicicletas e equipamentos similares nas estações e embarcações.

Dos 38,4 mil registros, 34.579 ocorreram na linha Arariboia. O movimento ficou praticamente equilibrado entre os dois sentidos: 17.557 bicicletas viajaram de Niterói para a Praça XV e 17.022 fizeram o percurso contrário.

Nas demais ligações, a linha Charitas contabilizou 1.797 bicicletas, equivalente a 4,68% do total. Paquetá registrou 1.658 embarques, ou 4,32%, e Cocotá, 368, correspondentes a 0,95%.

Regras diferenciam tipos de equipamentos

A regulamentação divide bicicletas e equipamentos semelhantes em quatro categorias. Bicicletas convencionais e determinados modelos elétricos são permitidos conforme as condições estabelecidas para cada linha, enquanto bicicletas e patinetes dobráveis podem ser transportados em todas as ligações.

Equipamentos elétricos autopropelidos classificados na Categoria 04, como scooters e ciclomotores, não podem ser transportados no sistema aquaviário. Na linha Charitas, são aceitas apenas bicicletas e patinetes dobráveis. Cadeiras de rodas motorizadas e outras tecnologias assistivas continuam permitidas em todas as estações.

O embarque das bicicletas ocorre por ordem de chegada e depende da disponibilidade de espaço na embarcação. Passageiros sem bicicleta embarcam primeiro, enquanto usuários com direito a atendimento preferencial mantêm a prioridade também entre os ciclistas.

As bicicletas elétricas devem permanecer desligadas durante a viagem. Em situações de emergência ou evacuação, a orientação é deixar os equipamentos na embarcação e seguir as determinações da tripulação.

A fiscalização das regras é realizada pelas equipes do Consórcio Barcas Rio, responsável pela operação do sistema.

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