Agro acelera investimentos em logística no Centro-Oeste

Empresas ampliam centros de distribuição, multimodalidade e armazenagem para acompanhar crescimento da produção agrícola

Redação

O avanço da produção agrícola no Centro-Oeste tem levado operadores logísticos a ampliar investimentos em armazenagem, distribuição e transporte multimodal para aumentar a eficiência das cadeias de suprimentos da região. O tema foi debatido durante o Centro-Oeste Export, realizado em Rio Verde (GO), com a participação de empresas associadas à Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL).

Segundo a entidade, a expansão da fronteira agrícola e o aumento do fluxo de cargas reforçam a necessidade de integrar rodovias, ferrovias e portos para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que mais de 144 milhões de toneladas foram transportadas pelas rodovias da região apenas no primeiro semestre deste ano.

Durante o encontro, a Bravo Serviços Logísticos informou ter investido cerca de R$ 100 milhões desde 2022 em seu centro de distribuição de Rio Verde (GO), que reúne mais de 44 mil posições-palete. A empresa também pretende expandir uma rede de lockers para retirada de insumos agrícolas, com meta de alcançar 30 unidades na região entre 2026 e 2027.

Já a Brado Logística destacou a ampliação de operações que combinam transporte ferroviário e rodoviário entre o Porto de Santos, o terminal de Rondonópolis (MT) e centros de distribuição em Mato Grosso. Segundo a empresa, a expectativa é movimentar cerca de 17 mil contêineres de algodão neste ano, além de ampliar o transporte de DDG, subproduto do etanol de milho destinado à nutrição animal.

Os participantes voltaram a defender que o avanço da multimodalidade depende de investimentos em infraestrutura e maior integração entre operadores, embarcadores e clientes para aumentar a eficiência logística e reduzir os custos do transporte de cargas.

O debate também abordou a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário. Representantes do setor afirmaram que eventuais impactos sobre operações multimodais precisam ser avaliados para evitar perda de competitividade em soluções que integram diferentes modais de transporte.

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