A combinação de motores cada vez mais sofisticados e da maior participação do biodiesel na composição do diesel vem elevando a atenção de transportadoras e gestores de frota com a manutenção preventiva.
Sistemas de injeção de alta pressão, filtros de partículas (DPF) e demais componentes dos motores Euro 6 tornaram-se mais sensíveis à contaminação por água, resíduos e microrganismos presentes no combustível, aumentando o risco de falhas e de reparos de alto custo.
Fabricantes de motores e sistemas de injeção alertam que a presença de água no diesel pode favorecer a proliferação de microrganismos, provocar corrosão e comprometer componentes do sistema de alimentação, especialmente em motores de alta pressão. Em motores mais modernos, equipados com sistemas de injeção de alta pressão e tecnologia Euro 6, essas falhas podem resultar em reparos de elevado custo e aumento do tempo de parada dos veículos.
Outro ponto de atenção é o filtro de partículas (DPF), responsável por reduzir as emissões de material particulado. Quando o componente sofre obstrução por excesso de resíduos, pode ocorrer perda de potência, aumento do consumo de combustível e necessidade de intervenções corretivas.
Nesse cenário, fabricantes de produtos químicos para manutenção automotiva têm ampliado o desenvolvimento de soluções voltadas à prevenção desses problemas. A Koube lançou uma linha de produtos destinada à limpeza do sistema de injeção, regeneração do filtro de partículas, redução da fumaça preta e proteção do sistema de arrefecimento para veículos leves, caminhões e máquinas.
Segundo Raimundo Queiroz, fundador da empresa, uma das principais preocupações está relacionada à contaminação do combustível por água, condição que favorece o crescimento de bactérias e pode comprometer componentes do sistema de alimentação. “O Inobac Pro atua como biocida, eliminando as bactérias e retirando a água presente no combustível, reduzindo o risco de formação de lodo e de danos aos componentes do sistema de injeção”, afirma.

O portfólio da empresa também inclui produtos para limpeza dos bicos injetores e do sistema de combustão, regeneração do filtro de partículas (DPF), redução da emissão de fumaça preta e proteção do sistema de arrefecimento, buscando aumentar a vida útil dos componentes e reduzir intervenções corretivas.
A manutenção preventiva ganhou ainda mais relevância com a chegada dos motores Euro 6 ao mercado brasileiro. Além do sistema SCR para redução dos óxidos de nitrogênio (NOx), esses veículos incorporam tecnologias de pós-tratamento mais sofisticadas, que exigem combustível de boa qualidade e cuidados periódicos para manter a eficiência operacional e atender aos limites de emissões estabelecidos pela legislação ambiental.
Para transportadoras, a prevenção também representa redução do custo operacional. A indisponibilidade de um caminhão causada por falhas no sistema de alimentação ou no pós-tratamento afeta diretamente a produtividade da frota, além de elevar despesas com peças, mão de obra e veículos parados.
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