A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluiu a ampliação da infraestrutura ferroviária do terminal, investimento que deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas pelo modal. A obra inclui a implantação de uma terceira linha férrea e de uma nova área de manobras, permitindo que a capacidade anual de transporte ferroviário passe de cerca de 55 mil para 66 mil contêineres cheios.
A expansão elimina uma das principais limitações operacionais do terminal. Até então, os trens chegavam a Paranaguá com até 82 vagões, mas precisavam ser divididos em duas composições menores para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o tráfego de veículos em dois momentos distintos.
Com a nova configuração, os trens poderão atravessar o cruzamento completos, reduzindo a frequência das interdições viárias e aumentando a fluidez tanto da operação ferroviária quanto do trânsito urbano.
Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o corredor ferroviário conecta Paranaguá aos polos produtores de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes regiões exportadoras de carne de frango, papel e celulose.
Mais produtividade
Além da nova linha férrea, o projeto incluiu uma área adicional de manobras, totalizando 757 metros de trilhos implantados dentro do terminal. A nova configuração permite que dois trens sejam carregados ou descarregados simultaneamente enquanto uma terceira composição realiza as manobras de saída.
Para a Brado Logística, a parceira da TCP na operação ferroviária amplia a capacidade de manobra, reduz tempos de espera e aumenta o giro das composições.
O transporte ferroviário responde por uma parcela relevante das exportações movimentadas pelo terminal. Em 2024, dos 310 mil contêineres cheios embarcados pela TCP, cerca de 52 mil — aproximadamente 17% do total — chegaram ao porto por ferrovia.
Investimentos ampliam eficiência
A ampliação ferroviária integra um programa de investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões realizado pela TCP nos últimos cinco anos para expansão da infraestrutura operacional.
Como parte desse processo, a empresa passou a operar três guindastes RTG eletrificados na área ferroviária. Segundo a companhia, a substituição do sistema movido a diesel por alimentação elétrica deverá reduzir em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de CO₂ da operação desses equipamentos.
O projeto também contemplou a aquisição de novos terminal tractors, adequações no gate de acesso e investimentos da Brado em trilhos, aparelhos de mudança de via (AMVs) e demais componentes destinados a ampliar a capacidade operacional do terminal.
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