A movimentação de carga aérea nos aeroportos brasileiros acelerou em junho e encerrou o primeiro semestre de 2026 em trajetória de crescimento. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o setor processou 116,1 mil toneladas no mês, volume 6,6% superior ao registrado em junho de 2025. No acumulado de janeiro a junho, foram movimentadas 673,6 mil toneladas, alta de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
As operações internacionais concentraram a maior parte da movimentação. Em junho, responderam por 77,8 mil toneladas, o equivalente a cerca de 67% de toda a carga aérea processada no país, enquanto o mercado doméstico somou 38,3 mil toneladas. A predominância também foi observada no acumulado do semestre, com 448,2 mil toneladas transportadas em voos internacionais, ante 225,4 mil toneladas nas operações domésticas.
O resultado confirma a relevância das rotas internacionais para o transporte aéreo de cargas no Brasil, que concentraram aproximadamente dois terços de toda a movimentação registrada no semestre.
Custos seguem como desafio
A pressão sobre os custos da aviação segue forte. Em junho, o preço médio do querosene de aviação (QAV), principal insumo operacional do setor, atingiu R$ 5,66 por litro, alta de 57,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
Apesar da elevação do combustível, os dados da Anac mostram que a movimentação de cargas manteve crescimento no primeiro semestre, sustentada principalmente pelas operações internacionais.
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