O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) registrou em junho o maior movimento mensal de sua história, com a entrada de 2.725 caminhões, volume 22,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Do total, 1.801 veículos transportavam cargas de importação e 924 realizavam operações de exportação, consolidando a unidade catarinense como uma das fronteiras terrestres que mais cresceram no comércio com os países do Mercosul ao longo de 2026. No acumulado do primeiro semestre, a unidade recebeu 14.441 caminhões, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025.
Parte desse avanço está relacionada à mudança promovida pelo governo catarinense no Tratamento Tributário Diferenciado (TTD), que elevou de 30% para 50% a obrigatoriedade de desembaraço das importações terrestres em aduanas localizadas no estado para empresas beneficiadas pelo regime tributário. A medida passou a valer em junho para cargas oriundas dos países do Mercosul, com exceção de Uruguai e Paraguai, aumentando a atratividade das operações em Dionísio Cerqueira.
Fronteiras movimentam mais de 214 mil caminhões
Considerando as cinco unidades alfandegadas administradas pela Multilog em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, o fluxo somou 214.092 caminhões entre janeiro e junho, crescimento de 2,3% na comparação anual.
O principal corredor segue sendo Foz do Iguaçu (PR), principal porta terrestre do comércio entre Brasil e Mercosul, com 101.585 caminhões movimentados no semestre, dos quais 58.194 em operações de importação e 43.391 de exportação.
Entre as unidades gaúchas, Uruguaiana permanece como uma das principais fronteiras terrestres da América do Sul, com movimentação de 74.214 caminhões no semestre, embora tenha registrado retração de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Santana do Livramento apresentou um dos maiores crescimentos da rede, com alta de 16,9% e movimentação de 6.583 veículos, enquanto Jaguarão registrou aumento de 3,7%, totalizando 17.269 caminhões.
Segundo a Multilog, a expectativa é de aceleração das operações de fronteira ao longo da segunda metade do ano, período tradicionalmente marcado pelo escoamento da safra de inverno e pela formação de estoques para Black Friday e vendas de fim de ano. A inauguração do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, prevista para dezembro, também deve ampliar a capacidade operacional das rotas terrestres entre Brasil, Argentina e Paraguai.
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