O início da operação do sistema de pedágio eletrônico no Sistema Anchieta-Imigrantes, previsto para agosto, deverá exigir adaptações de transportadoras e caminhoneiros que utilizam diariamente o principal corredor rodoviário entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Porto de Santos.
O modelo de cobrança sem praças físicas e sem cancelas, conhecido como free flow, utilizará pórticos instalados na Via Anchieta, na altura do km 33, e na Rodovia dos Imigrantes, no km 29, em ambos os sentidos, para identificar automaticamente a passagem dos veículos.
Corredor estratégico
Além do intenso fluxo turístico e urbano, o Sistema Anchieta-Imigrantes concentra parte importante da movimentação de cargas destinadas ao porto santista, principal complexo portuário da América Latina e responsável por aproximadamente 29% da corrente comercial brasileira.
Segundo a Ecovias Imigrantes, cerca de 120 mil veículos circulam diariamente pelo sistema, incluindo automóveis, ônibus e veículos de carga.
Para transportadoras e operadores logísticos, a principal mudança será a necessidade de garantir que caminhões e carretas estejam devidamente cadastrados e equipados com tags eletrônicas para evitar pendências de pagamento e possíveis autuações.
Tags ganham importância
No novo modelo, veículos equipados com dispositivos eletrônicos terão a tarifa processada automaticamente no momento da passagem pelos pórticos. Já motoristas sem tag precisarão realizar posteriormente o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária dentro do prazo estabelecido para evitar multas e outras penalidades administrativas.
A expectativa é que o sistema acelere a adoção de soluções de pagamento automático entre transportadoras e frotistas, especialmente nas operações que realizam viagens frequentes entre o interior paulista, a capital e o Porto de Santos.
Entre os principais benefícios esperados pelo setor estão a redução das filas nas praças de pedágio, menor tempo de viagem e diminuição do consumo de combustível decorrente das desacelerações e retomadas de velocidade.
O impacto tende a ser mais relevante para operações de alta frequência, como transporte de contêineres, combustíveis, cargas industriais e abastecimento da Baixada Santista.
Experiências anteriores de implantação do free flow em outras rodovias brasileiras indicam ganhos de fluidez e redução dos tempos de travessia, especialmente em períodos de pico e feriados prolongados.
Diante da mudança operacional, a concessionária iniciou uma campanha de orientação aos usuários durante a fase de testes do sistema.
As ações incluem comunicação em rádio, televisão, plataformas digitais e pontos de atendimento presenciais ao longo do corredor, com foco na explicação do funcionamento do modelo e dos canais de pagamento disponíveis para motoristas sem tag eletrônica.
O que muda para os caminhões
Para transportadoras e caminhoneiros, a principal recomendação é verificar previamente o cadastro dos veículos e o funcionamento das tags utilizadas pela frota, evitando cobranças em aberto e dificuldades operacionais após o início da cobrança automática.
A implantação do free flow na Anchieta-Imigrantes representa mais um passo na digitalização da infraestrutura rodoviária brasileira e poderá servir de referência para futuras implantações em outros corredores logísticos estratégicos do país.
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