O Aeroporto Internacional de Brasília aderiu à tendência que vem ganhando espaço em grandes terminais internacionais: deixar de operar apenas como ponto de embarque e desembarque para se consolidar como centro de negócios, serviços e lazer.
A transformação é impulsionada pelo programa Investe+Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que permitiu ampliar os prazos de exploração comercial em áreas aeroportuárias e destravar investimentos privados.
No terminal brasiliense, os novos projetos somam mais de R$ 1,1 bilhão e incluem um shopping center, um clube com piscina de ondas e um centro de distribuição logística voltado ao mercado de cargas do Centro-Oeste.
O principal empreendimento é um shopping instalado dentro do sítio aeroportuário, com inauguração prevista para setembro. O complexo terá mais de 60 mil metros quadrados de área construída, mais de 130 lojas, praça de alimentação, restaurantes, academia e salas de cinema. As obras empregam atualmente cerca de 650 trabalhadores e a expectativa é gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos após a abertura.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o programa busca ampliar o potencial econômico dos aeroportos brasileiros. “O Investe+ Aeroportos foi criado exatamente para impulsionar novos negócios no entorno dos aeroportos, ampliando a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Estamos trabalhando para que os aeroportos sejam vitrines comerciais e oportunidades para todos os brasileiros”, afirmou durante visita às obras.
Receitas comerciais ganham espaço
A estratégia segue uma tendência internacional de fortalecimento das chamadas receitas acessórias, que incluem exploração comercial, serviços e aluguel de áreas dentro dos aeroportos. Atualmente, cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem dessas atividades, enquanto as tarifas aeroportuárias respondem por aproximadamente 40%.
Para a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do Ministério de Portos e Aeroportos, Clarissa Barros, a diversificação de receitas ajuda a reduzir a pressão sobre os custos operacionais. “No mundo inteiro, os aeroportos estão se consolidando como centros de negócios e inovação. Com receitas acessórias mais robustas, os terminais conseguem reduzir custos operacionais e diminuir a pressão sobre as tarifas pagas pelos passageiros”, disse.
O programa também ampliou o prazo dos contratos comerciais dentro dos aeroportos, oferecendo maior previsibilidade para investidores. No caso de Brasília, os empreendimentos poderão operar até 2067.
Centro logístico para o setor de cargas
Além dos projetos voltados ao varejo e entretenimento, o aeroporto receberá um centro de distribuição logística, com investimento estimado em R$ 35 milhões. A proposta é ampliar a capacidade de armazenagem e distribuição de cargas na capital federal, fortalecendo a posição estratégica de Brasília na conexão logística do Centro-Oeste.
A concessionária Inframerica avalia que a mudança altera o conceito tradicional dos aeroportos brasileiros. Segundo o diretor comercial da empresa, Rogério Coimbra, “o terminal deixa de ser apenas um local de pousos e decolagens para se tornar um espaço de convivência, lazer e serviços”.
O complexo também prevê um clube com piscina de ondas, empreendimento estimado em R$ 450 milhões, além de soluções ambientais voltadas à preservação do Cerrado, incluindo viveiro próprio e cerca de três mil mudas nativas destinadas ao paisagismo do projeto.
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