A MRS Logística ampliou os benefícios voltados à maternidade e à permanência de mulheres no setor ferroviário ao incluir apoio financeiro para procedimentos de reprodução assistida dentro do programa #ElasNaFerrovia.
Desde 2024, a companhia passou a reembolsar até 70% dos custos de procedimentos como fertilização in vitro, inseminação artificial e congelamento de óvulos. Segundo a empresa, 19 colaboradoras já utilizaram o benefício — sendo 12 procedimentos de congelamento de óvulos e sete de fertilização in vitro.
A iniciativa ocorre em um momento em que empresas de infraestrutura, logística e transporte intensificam políticas de diversidade e retenção de talentos em setores historicamente masculinos e com maior dificuldade de atração de mão de obra feminina.
Setor busca ampliar presença feminina
Além das áreas administrativas, mulheres vêm ampliando participação em funções operacionais da ferrovia, incluindo atividades como maquinistas, manobradoras, mantenedoras e operação de equipamentos pesados de manutenção da via férrea.
Segundo a MRS, o número de mulheres na companhia cresceu 75% entre 2020 e 2026, ultrapassando mil colaboradoras. No mesmo período, a presença feminina em cargos de liderança praticamente dobrou. Atualmente, mulheres ocupam 30% das posições de liderança da empresa.
Para Ane Menezes, diretora de Pessoas da MRS Logística, o objetivo é estruturar políticas de longo prazo voltadas à inclusão e permanência das profissionais no setor ferroviário.
“Cuidamos das mulheres ao longo de toda a sua jornada na nossa companhia, considerando as diferentes fases das suas vidas. Por isso, respeitamos e apoiamos as decisões que só elas podem tomar”, afirmou a executiva.
Segundo ela, as iniciativas buscam tornar “o setor ferroviário cada vez mais inclusivo”.
Benefícios ampliados
O apoio à reprodução assistida integra um pacote mais amplo de benefícios ligados à maternidade. A companhia também oferece licença-maternidade de seis meses, preparação para gestantes, monitoramento de saúde durante a gravidez, isenção de coparticipação em exames de pré-natal e auxílio financeiro para mães com filhos de até sete anos.
O programa também contempla colaboradoras em casais homoafetivos e mulheres que desejam formar famílias monoparentais.
O avanço dessas políticas acompanha uma tendência observada em empresas de logística, transporte e infraestrutura, que vêm ampliando programas de inclusão e flexibilidade diante da disputa por profissionais qualificados e da necessidade de renovação geracional no setor.
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