A Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita de US$ 1,4 bilhão, alta de 31% sobre o mesmo período do ano passado e o melhor resultado já registrado pela fabricante para um início de ano. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das operações de Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
A companhia também ampliou a rentabilidade operacional. O EBIT ajustado somou US$ 94 milhões, com margem de 6,5%, acima dos 5,6% registrados um ano antes. O lucro líquido ajustado, porém, caiu para US$ 27,7 milhões, ante US$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2025.
Defesa lidera crescimento
A divisão de Defesa & Segurança foi o principal destaque do período. As receitas da unidade alcançaram US$ 227 milhões, avanço de 63% na comparação anual, sustentado pelo aumento da produção e do reconhecimento de receitas do cargueiro militar KC-390 Millennium e pela expansão das entregas do A-29 Super Tucano.
A margem EBIT ajustada da divisão saltou de resultado negativo de 1,6% para 17%, refletindo maior diluição de custos e evolução do ritmo industrial.
A Aviação Comercial também apresentou forte crescimento, com receitas de US$ 293 milhões, alta de 45% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionada pelo aumento de volumes e melhora de preços.
Já a divisão de Aviação Executiva somou US$ 418 milhões em receitas, crescimento de 30%, enquanto Serviços & Suporte avançou 15%, para US$ 490 milhões, sustentada pelo aumento da demanda em diferentes frentes da companhia.
Produção ganha ritmo
A Embraer entregou 44 aeronaves entre janeiro e março, crescimento de 47% sobre as 30 unidades entregues no primeiro trimestre de 2025. Segundo a fabricante, o avanço reflete as iniciativas de nivelamento de produção implementadas nos últimos trimestres para reduzir gargalos industriais e melhorar previsibilidade operacional.
A carteira de pedidos atingiu US$ 32,1 bilhões, alta de 22% em relação ao ano anterior e sexto recorde consecutivo da companhia.
Os investimentos da fabricante totalizaram US$ 98,8 milhões no trimestre. Considerando os aportes na Eve Air Mobility, braço de mobilidade aérea urbana da empresa, o volume chegou a US$ 148,6 milhões.
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