Aviação brasileira bate recorde e eleva pressão sobre aeroportos

Aviação brasileira bate recorde e eleva pressão sobre aeroportos

Redação

A aviação brasileira encerrou 2025 com o maior movimento de passageiros já registrado no país, em um cenário de forte expansão da demanda doméstica e internacional e aumento da pressão sobre companhias aéreas e infraestrutura aeroportuária.

Segundo levantamento da CNT – Confederação Nacional do Transporte, o setor movimentou 130,6 milhões de passageiros no ano passado, alta de 9,6% sobre 2024 e novo recorde da série histórica.

O crescimento foi puxado principalmente pelas operações internacionais, que avançaram 14,1% e somaram 29,3 milhões de passageiros. No mercado doméstico, a movimentação chegou a 101,4 milhões de viajantes, alta de 8,4%.

Aviões mais cheios

O avanço da demanda ocorreu em ritmo superior ao da expansão da oferta de assentos, elevando os índices de ocupação das aeronaves.

A taxa média de ocupação dos voos no Brasil atingiu 84,8% em 2025. Nas operações internacionais, o índice chegou a 85,7%, patamar considerado elevado para o setor aéreo e que reforça a necessidade de ampliação de frequências, frota e capacidade aeroportuária.

Os dados também mostram que a demanda, medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK), cresceu 11,5%, acima da expansão da oferta de assentos (ASK), que avançou 10,4%.

Carga aérea muda perfil

Na carga aérea, o comportamento foi diferente. O volume transportado caiu 2,7%, para 1,47 milhão de toneladas, mas as operações passaram a percorrer distâncias maiores.

O indicador de tonelada-quilômetro transportada (RTK) cresceu 8,3%, impulsionado principalmente pelo mercado internacional, responsável por mais de dois terços da carga aérea movimentada no Brasil.

O resultado reforça a concentração do modal em mercadorias de maior valor agregado e mais sensíveis ao fator tempo, especialmente em operações ligadas ao comércio exterior.

Gargalos persistem

O crescimento da demanda aérea ocorre em um momento de restrições na cadeia global de aeronaves, atrasos nas entregas de fabricantes e custos elevados de combustível e arrendamento.

Ao mesmo tempo, aeroportos brasileiros vêm ampliando investimentos em modernização operacional, ampliação de terminais e digitalização para absorver o avanço da movimentação de passageiros e cargas.

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