Ultra cresce com combustíveis e logística no trimestre

Ipiranga amplia vendas, Ultracargo avança em tancagem e Hidrovias enfrenta pressão operacional

Redação

O Grupo Ultra encerrou o primeiro trimestre de 2026 com avanço operacional puxado principalmente pela Ipiranga e pela consolidação da Hidrovias do Brasil, em um cenário marcado por maior volatilidade internacional, pressão sobre combustíveis e desafios logísticos.

O EBITDA ajustado recorrente da companhia somou R$ 2,3 bilhões entre janeiro e março, enquanto o lucro líquido alcançou R$ 914 milhões. A geração de caixa operacional ficou em R$ 1,1 bilhão, mesmo diante do aumento da necessidade de capital de giro, sobretudo na operação da Ipiranga.

A alavancagem permaneceu em patamar considerado confortável pela companhia, em 1,5 vez dívida líquida sobre EBITDA, chegando a 1,7 vez ao considerar operações de risco sacado.

Ipiranga amplia volume em meio à volatilidade

A Ipiranga foi o principal destaque operacional do grupo no período. A distribuidora registrou crescimento de 8% no volume de vendas, alcançando 6,021 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela recuperação gradual do ambiente competitivo e pelo aumento das importações de combustíveis.

O desempenho ocorreu em um contexto de maior volatilidade internacional dos preços do petróleo e de necessidade crescente de importações para abastecimento da rede. Segundo a companhia, o cenário exigiu investimento adicional de R$ 2 bilhões em capital de giro para garantir o fornecimento contínuo aos 5.826 postos da rede.

O resultado também refletiu ganhos de estoque relacionados à valorização dos combustíveis importados, em um ambiente de preços internacionais mais elevados.

Ultracargo cresce com expansão de tancagem

Na área de infraestrutura logística, a Ultracargo registrou avanço no volume faturado com recuperação gradual da demanda por armazenagem de combustíveis importados. O EBITDA ajustado da operação ficou em R$ 165 milhões.

Segundo a companhia, o resultado foi beneficiado pelas expansões recentes de capacidade de tancagem, embora parte do ganho tenha sido compensada pelo aumento de custos das novas estruturas ainda em fase de ramp-up operacional.

O movimento acompanha o aumento das importações de combustíveis observado ao longo do trimestre e reforça o papel da infraestrutura portuária e de armazenagem na cadeia de abastecimento nacional.

Hidrovias enfrenta desafios operacionais

Já a Hidrovias do Brasil apresentou desempenho inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. A companhia enfrentou desafios operacionais no Corredor Norte e maiores custos em determinadas rotas, associados a ações de mitigação e aumento do número de viagens.

O EBITDA ajustado recorrente da operação foi de R$ 182 milhões no trimestre.

Na Ultragaz, o volume permaneceu estável no segmento envasado, enquanto o mercado granel sofreu retração, especialmente na demanda industrial. O EBITDA ajustado recorrente totalizou R$ 385 milhões, pressionado pelo aumento do custo do GLP.

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