A expansão do sistema de pedágio eletrônico Free Flow no Brasil passou a atrair uma nova onda de fraudes digitais. A Kaspersky identificou mais de 400 sites falsos relacionados ao pagamento de pedágios desde o início de 2026, em uma escalada do chamado “Golpe do Free Flow”.
Segundo a empresa de cibersegurança, os criminosos utilizam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para atrair motoristas em busca de consulta ou quitação de débitos de pedágio eletrônico.
Ao acessar os links fraudulentos, as vítimas são direcionadas para páginas que simulam sistemas oficiais de cobrança. O golpe se torna mais convincente porque os sites exibem dados reais dos veículos após a inserção da placa, além de valores baixos, compatíveis com tarifas reais de pedágio.
O pagamento geralmente é feito via PIX. No entanto, os recursos são transferidos para contas de terceiros, abertas em fintechs utilizadas para dificultar rastreamento e bloqueio das operações.
Segundo Fabio Assolini, Lead Security Researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, a velocidade de expansão da fraude indica um modelo altamente escalável.
“O que observamos no caso do Golpe do Free Flow é uma evolução rápida e estruturada da fraude digital. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada”, afirma.
De acordo com o executivo, os criminosos exploram justamente o momento de expansão do Free Flow no Brasil e o desconhecimento de parte dos usuários sobre o novo modelo de cobrança eletrônica.
“Eles combinam engenharia social, uso de dados reais de veículos e anúncios patrocinados para aumentar a taxa de conversão dos golpes. Esse tipo de campanha tende a acompanhar a adoção de novos serviços digitais, explorando justamente momentos de transição e desconhecimento do público”, diz.
Expansão do Free Flow amplia atenção do setor
O Free Flow vem avançando nas rodovias brasileiras como alternativa para eliminar praças físicas de pedágio e ampliar a fluidez do tráfego. O modelo utiliza pórticos eletrônicos para identificação automática dos veículos e cobrança posterior da tarifa. A expansão do sistema, porém, também ampliou o volume de tentativas de fraude digital associadas à cobrança eletrônica.
A Kaspersky recomenda que motoristas evitem acessar links patrocinados para pagamento de pedágio, priorizem os canais oficiais das concessionárias e verifiquem atentamente os dados do destinatário antes de confirmar pagamentos via PIX.
A empresa também alerta que pagamentos destinados a pessoas físicas, e não a empresas concessionárias, são um dos principais sinais de fraude.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



