A Aperam South America inaugurou um novo acesso interno na usina de Timóteo (MG) que eliminará mais de 15 mil viagens anuais de caminhões pelas vias urbanas da cidade. A conexão de 360 metros entre a usina e o Pátio de Matérias-Primas nº 3 substitui um trajeto externo de cerca de 3 quilômetros utilizado para movimentação de insumos e coprodutos.
Com a mudança, a companhia estima redução anual de aproximadamente 70 mil litros de diesel consumidos e corte de cerca de 31 toneladas de emissões de gases de efeito estufa.
O novo trajeto retira parte relevante da circulação de veículos pesados da Avenida Belo Horizonte, no bairro Cachoeira do Vale, um dos principais acessos urbanos da região. Além do impacto ambiental, a empresa projeta ganhos operacionais com redução de tempo, simplificação logística e eliminação de processos internos ligados à emissão de notas fiscais e pesagem de caminhões, já que as cargas deixam de sair da planta industrial.
Segundo Glautiere Paiva, gerente de Sustentabilidade na Aperam South America, o projeto reúne ganhos ambientais, urbanos e operacionais. “Este projeto não é apenas uma obra de engenharia viária. É um marco de integração logística que beneficia simultaneamente a empresa, a comunidade e o meio ambiente. Reduzimos custos, aumentamos a eficiência operacional e, principalmente, minimizamos impactos urbanos e ambientais”, afirma.
Escória vira insumo para pavimentação
A obra também foi utilizada pela companhia como vitrine para soluções de economia circular. Toda a pavimentação do novo acesso foi executada com EcoPiso, concreto reforçado com macrofibras produzido com 62,5 toneladas de escória de alto-forno, coproduto gerado no processo siderúrgico.
De acordo com Susana Moreira, a proposta é ampliar o reaproveitamento industrial da escória em aplicações de infraestrutura. “A escória agora se transforma em um concreto resistente e sustentável. Estamos avançando para otimizar ainda mais o traço, com menor uso de cimento e maior aproveitamento da capacidade aglomerante da escória”, diz.
A companhia informa que a via foi projetada para vida útil de 20 anos. Além do EcoPiso, a obra utilizou EcoBlocos e gabiões preenchidos com escória para contenção de taludes. “Nosso objetivo é expandir o uso do EcoPiso e do EcoBloco internamente e incentivar o mercado a enxergar o valor da escória como insumo sustentável para diversas aplicações”, afirma Susana.
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