Após ultrapassar pela primeira vez o patamar dos R$ 3 bilhões de receita operacional líquida, em 2025, a Log-In Logística Integrada tem como meta para este ano se concentrar na rentabilidade das operações de navegação. A estratégia adotada pela companhia para 2026 tem como finalidade buscar mais resultados para se preparar para um novo ciclo de investimentos. “Não conseguimos manter a operação e só investir”, afirma o CEO Marcus Voloch. “É preciso de rentabilidade para se ter um navio maior”.
Proprietária de nove navios porta-contêineres, que atendem mais de 18 portos daqui e da Argentina, Paraguai e Uruguai, a Log-In investiu, nos últimos anos, em frota, infraestrutura portuária e expansão das atividades logísticas. Na navegação, as últimas compras foram os navios Log-In Evolution e Log-In Experience. Com capacidade de 3,158 mil TEUs cada, ambos fazem parte de um reforço da frota para responder ao aumento da demanda por cabotagem da companhia.
Recém-presidente da Log-In, com assunção do cargo em janeiro último, Voloch inicia a liderança de uma companhia com bons indicadores financeiros e que tem 27% de participação no segmento de cabotagem no país. “É a segunda maior de um mercado muito concorrido”, diz o executivo, que antes ocupava a cadeira de vice-presidente de navegação da Log-In. Ainda em navegação, a Log-In tem parcela de mais de 30% no segmento de feeder e 50% na região do Mercosul. A empresa sediada no Rio de Janeiro está participando da Intermodal 2026, que termina hoje em São Paulo.
Operações de logística integrada
A Log-In transporta cargas por meio de um sistema multimodal porta a porta, combinando cabotagem, transporte rodoviário, operação portuária e armazenagem, incluindo ferrovia e outros modais quando necessário. No Terminal de Vila Velha (TVV), está realizando uma expansão da área em cerca de 70 mil metros quadrados, com investimento de R$ 35 milhões em infraestrutura e equipamentos. Esse movimento está inserido em um planejamento de longo prazo para o terminal, que prevê investimentos acumulados superiores a R$ 500 milhões até 2048, com foco em aumento de capacidade e melhoria das condições operacionais.
No setor rodoviário, a aquisição da Tecmar, em 2021, por cerca de R$ 102,8 milhões, ampliou a presença da companhia na distribuição e no transporte terrestre, permitindo maior integração com as demais etapas da operação. A incorporação da Oliva Pinto, agora Tecmar Norte, reforçou as atividades no Norte do país, especialmente em armazenagem e apoio logístico, ampliando a capilaridade local da empresa. Mais recentemente, foi concluída a aquisição de um imóvel voltado à operação da Tecmar Norte, no valor de R$ 40 milhões.
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