As rodovias federais brasileiras registraram 3.516 mortes e mais de 40 mil acidentes entre janeiro e julho de 2026, segundo dados atribuídos à Polícia Rodoviária Federal (PRF) em levantamento divulgado pela Associação Mineira das Clínicas de Trânsito (Actrans). O total corresponde a uma média de aproximadamente 17 vítimas fatais por dia.
Minas Gerais liderou os registros, com 5.451 acidentes e 453 mortes. Santa Catarina ficou em segundo lugar em ocorrências, com 4.902, seguida pelo Paraná, com 4.594.
No número de vítimas fatais, a Bahia ocupou a segunda posição, com 361 mortes, à frente do Paraná, com 338, e de Santa Catarina, com 242. Pernambuco registrou 219 mortes, enquanto o Rio de Janeiro contabilizou 197.
As posições nos dois rankings, isoladamente, não permitem concluir quais estados apresentam maior letalidade. Essa comparação exige relacionar o número de mortes ao total de acidentes em cada local. A avaliação do risco também depende de informações sobre volume de tráfego e extensão da malha.
Para Carlos Luiz Souza, vice-presidente da Actrans, as medidas de segurança precisam contemplar a redução da gravidade das ocorrências. “São necessárias ações como fiscalização de velocidade e de excesso de carga, duplicação de trechos críticos, sinalização adequada e redução do tempo de resposta emergencial”, afirma.
Adalgisa Lopes, presidente da entidade e psicóloga especialista em trânsito, também defende atenção às condições dos motoristas. Segundo ela, cansaço, desatenção e estresse precisam ser considerados nas ações de prevenção, ao lado da manutenção dos veículos e das melhorias nas rodovias.
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