O mercado brasileiro de caminhões registrou 9.845 emplacamentos em setembro, alta de 2,51% sobre agosto e de 2,65% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O resultado, porém, não reverteu a queda no acumulado do ano: de janeiro a setembro, foram emplacadas 78.665 unidades, retração de 3,89%.
O custo do financiamento está entre os fatores que dificultam a renovação da frota, na avaliação de Alberto Andrade, superintendente da APVS Truck, associação de proteção patrimonial voltada a veículos pesados.
“A aquisição de um caminhão representa um investimento elevado e de longo prazo. O transportador precisa avaliar se consegue assumir esse compromisso sem comprometer o equilíbrio financeiro da operação”, afirma.
A decisão de adiar a compra também envolve custos. Para comparar as alternativas, o transportador precisa considerar as despesas com manutenção e combustível do veículo atual, além da receita perdida durante paradas para reparos. Na aquisição de outro caminhão, entram na conta o desembolso inicial, os juros e as parcelas do financiamento.
“É importante não olhar apenas para o valor da parcela de um caminhão novo, mas comparar o custo total de cada alternativa e seus impactos sobre a rentabilidade do negócio”, diz Andrade.
Para quem opta por manter o veículo, o planejamento das revisões ajuda a reduzir o risco de interrupções no trabalho. Além da despesa com o conserto, a indisponibilidade do caminhão pode provocar perda de viagens e comprometer entregas contratadas.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



