Receita da Total Express cresce, mas lucro recua

Operadora faturou R$ 1,84 bilhão em 2025 e ampliou negócios fora da entrega tradicional de encomendas

Redação

A Total Express encerrou 2025 com receita líquida de R$ 1,84 bilhão, crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior. O avanço do faturamento, porém, não foi acompanhado pelo lucro líquido, que recuou 11,3%, para R$ 67 milhões.

Os dados constam da edição 2026 do ranking Valor 1000, elaborado pelo Valor Econômico com base nos balanços do exercício anterior. A operadora logística ficou na 596ª posição entre as mil maiores empresas brasileiras classificadas pela receita líquida.

O EBITDA, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 255,1 milhões. A margem EBITDA ficou em 13,9% da receita líquida. Já o lucro representou aproximadamente 3,6% do faturamento registrado no período.

Apesar da redução do resultado final, a companhia aponta a diversificação dos negócios como um dos fatores responsáveis pelo crescimento da receita. Em 2025, mais de 30% do faturamento veio de novas unidades e produtos, segundo a Total Express.

A estratégia de diversificação busca reduzir a dependência das entregas convencionais ligadas ao comércio eletrônico. Entre as frentes priorizadas estão operações internacionais de encomendas, fulfillment, logística para empresas e serviços voltados a prazos mais curtos ou a etapas específicas da jornada de compra.

O portfólio inclui armazenagem e preparação de pedidos, logística reversa, entregas no mesmo dia e a Total Points, rede de pontos de coleta, retirada e devolução conhecida no setor pela sigla PUDO, de pick-up and drop-off.

No segmento internacional, a empresa atua no suporte à importação de encomendas, com serviços que abrangem desembaraço, armazenagem, manuseio, coleta e distribuição. A Total Express também atende operações B2B e realiza o transporte de cartões, etiquetas eletrônicas, materiais impressos e outras encomendas.

A malha própria de entrega alcança mais de 5 mil municípios. A estrutura reúne dois centros automatizados de cross docking, instalados em Jundiaí e Barueri, no estado de São Paulo, além de mais de 25 centros regionais e 120 unidades dedicadas à última milha. Segundo a companhia, a rede tem capacidade para processar mais de 1 milhão de volumes por dia. A transportadora informa realizar mais de 100 milhões de entregas por ano.

Flavio Santana

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