Com a aproximação das eleições de 2026, entidades do transporte rodoviário de cargas intensificam o diálogo com representantes do poder público e lideranças políticas para inserir as demandas do setor nos próximos programas de governo. Entre as prioridades estão investimentos em infraestrutura, segurança, renovação de frota, digitalização e redução de entraves burocráticos.
Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o modal rodoviário conecta unidades produtoras, indústrias, centros de distribuição, portos e mercados consumidores. As condições das rodovias, os acessos aos terminais e a previsibilidade regulatória, portanto, têm impacto direto nos custos logísticos e na competitividade das empresas.
Para Antonio Luiz Leite, vice-presidente da NTC&Logística, diretor político da Fetcesp e diretor da Primax Transportes Pesados, o setor precisa apresentar suas necessidades aos futuros governantes, mas sem vincular a agenda a candidaturas específicas.
“Independentemente de quem ocupe os cargos públicos, precisamos estabelecer uma agenda de Estado para o transporte. Projetos de infraestrutura e modernização não podem depender apenas de ciclos eleitorais. São iniciativas que exigem planejamento, continuidade e visão de longo prazo”, afirma.
Infraestrutura e segurança
O setor defende a ampliação e modernização das rodovias, dos portos e dos acessos logísticos, além de maior integração entre os diferentes modais. A avaliação é que essas medidas podem reduzir custos, melhorar os prazos das operações e criar condições para novos investimentos.
A agenda também inclui o combate ao roubo de cargas, a segurança viária e a proteção dos profissionais. Outra demanda é a adoção de políticas públicas que estimulem o uso de tecnologias, a renovação da frota e a digitalização de processos.
CNT, NTC&Logística, Fetcesp, federações e sindicatos vêm promovendo debates com autoridades e lideranças políticas para levar dados e propostas ao processo eleitoral. Segundo Leite, a participação das entidades pode aproximar as políticas públicas da realidade operacional das transportadoras e contribuir para a continuidade de projetos estruturantes.
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