MRS migra 600 servidores e moderniza infraestrutura digital

Projeto concluído em 12 meses eliminou sistemas redundantes e preparou a operadora para ampliar automação e operações multimodais

Redação

A MRS Logística migrou mais de 600 servidores em 12 meses como parte da modernização de sua infraestrutura de tecnologia. O projeto, executado pela Add Value com uma plataforma da Nutanix, incluiu a revisão dos sistemas mantidos pela companhia e a adoção de uma arquitetura híbrida, que combina servidores próprios e computação em nuvem.

Durante o processo, aproximadamente 10% das máquinas virtuais foram desativadas. Segundo a MRS, a medida eliminou sistemas redundantes ou que já não entregavam valor à operação, além de reduzir custos e simplificar a gestão do ambiente tecnológico.

Atualmente, entre 15% e 20% das cargas de trabalho digitais — os chamados workloads — estão na nuvem. As demais permanecem na infraestrutura própria da empresa, especialmente as aplicações críticas que exigem maior controle e baixa latência, ou seja, menor tempo de resposta.

Tecnologia acompanha expansão

A modernização pretende dar suporte à expansão da MRS para outras atividades logísticas, como operações hidroviárias e de terminais. O crescimento exige maior integração de dados e capacidade para processar informações provenientes de sensores, sistemas de automação e diferentes pontos da operação.

“Com a expansão orgânica dos negócios, sempre pensamos, dentro do nosso plano tecnológico, em como elevar o nível de maturidade tanto da infraestrutura quanto da segurança da informação”, afirmou Jean Prisco, diretor de Tecnologia da Informação da MRS.

A empresa também avalia adotar soluções de edge computing, modelo no qual parte do processamento de dados ocorre mais perto do local onde as informações são produzidas. Na ferrovia e nos terminais, a tecnologia pode reduzir o tempo de resposta dos sistemas e facilitar o uso de sensores e equipamentos conectados.

Malha em três estados

A MRS administra uma malha ferroviária de 1.643 quilômetros em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com passagem por 107 municípios. A operação conecta regiões produtoras e polos industriais aos principais portos do Sudeste.

Segundo a companhia, suas ferrovias transportam cargas equivalentes a aproximadamente 20% das exportações brasileiras. A empresa atende setores como mineração, siderurgia, construção civil e agronegócio.

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