Transportadora troca rodotrem usado pelo primeiro implemento zero-quilômetro

Empresa paranaense utilizou recursos reservados para a compra do seminovo como lance em consórcio da Librelato

Redação

A WW Fernandes Transportes, de Campo Mourão (PR), adquiriu o primeiro implemento rodoviário zero-quilômetro de sua frota após utilizar como lance de consórcio os recursos inicialmente reservados para a compra de um rodotrem usado. A transportadora foi contemplada no mesmo dia em que aderiu ao Consórcio Nacional Librelato.

A empresa possui três conjuntos e atua no transporte de cargas ligadas ao agronegócio em diferentes regiões do país. O proprietário, Wilson Costa Fernandes Júnior, conciliou durante os últimos anos a atividade empresarial com a carreira no Corpo de Bombeiros.

A mudança de planos ocorreu depois que o transportador procurou a Rodomarka, representante da fabricante, em busca de um equipamento usado. Durante o atendimento, recebeu a proposta de empregar o valor disponível como lance para tentar obter uma carta de crédito destinada à aquisição de um implemento novo.

Como a assembleia seria realizada naquele mesmo dia, a adesão à cota, o pagamento da primeira parcela, a análise da documentação e a apresentação do lance foram concluídos em poucas horas. Segundo a Librelato, o crédito foi liberado em menos de 24 horas e a retirada do implemento ocorreu antes de completar uma semana da assinatura do contrato.

“Eu saí de casa pensando em comprar um implemento usado e, no mesmo dia, estava contemplado para adquirir o primeiro implemento novo da minha história como transportador”, afirma Fernandes Júnior.

Rodotrem integra Série Evolut 2026

O equipamento adquirido pertence à Série Evolut 2026 da Librelato. Segundo a fabricante, a linha incorpora alterações voltadas à eficiência operacional, disponibilidade, segurança e desempenho.

Para a WW Fernandes, pesaram na escolha fatores como resistência estrutural do chassi, confiabilidade e menor necessidade de intervenções mecânicas. A tara do equipamento também foi considerada por sua influência na capacidade de carga e na rentabilidade da operação.

Após a aquisição, a transportadora passou a considerar a substituição gradual dos implementos usados por unidades novas, novamente por meio de consórcio.

“Para uma transportadora do nosso tamanho, poder organizar os investimentos dessa maneira permite pensar no crescimento com mais planejamento e segurança”, diz Fernandes Júnior.

Consórcio entra na estratégia comercial

Para a Librelato, o consórcio de fábrica permite atender transportadores que precisam renovar ou ampliar a frota, mas buscam alternativas ao financiamento convencional.

“A história do Wilson mostra como proximidade comercial, conhecimento da operação e uma solução financeira adequada podem transformar um investimento já planejado em uma aquisição capaz de gerar valor no longo prazo”, afirma o diretor comercial e de marketing da Librelato, João Librelato.

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