O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 definiu 31 eixos prioritários para o transporte no país, com corredores rodoviários, ferroviários, aquaviários e intermodais. A proposta é orientar o planejamento da infraestrutura brasileira nas próximas décadas e ampliar a integração entre os diferentes modais.
Dos 31 eixos, 12 são rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais. O planejamento considera corredores estratégicos para a movimentação de cargas e passageiros e busca identificar necessidades de infraestrutura diante do crescimento projetado da demanda.
Para o transporte de cargas, um dos principais desafios será transformar o planejamento de longo prazo em infraestrutura capaz de reduzir gargalos e ampliar as alternativas para o escoamento da produção.
Desafio: Integração entre modais
A expansão de rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais, entretanto, não resolve isoladamente os problemas logísticos. A integração física e operacional entre os diferentes modais será determinante para que novos corredores produzam ganhos de eficiência.
Na avaliação de Fernando Balbino, diretor internacional de comércio exterior do Grupo IBL Logística, o desenvolvimento da infraestrutura precisa ser acompanhado de planejamento das operações.
“O PNL cria uma perspectiva importante para a logística brasileira, já que, com o crescimento da movimentação de cargas, ter novos corredores e alternativas de transporte pode reduzir a dependência de determinados trechos e aumentar a eficiência do escoamento”, afirma.
Segundo Balbino, tecnologia, segurança e previsibilidade também precisam avançar juntamente com a infraestrutura. “Não basta criar novos caminhos, é necessário garantir que eles estejam conectados e que toda a cadeia tenha capacidade de operar de forma coordenada e previsível.”
Do planejamento à execução
O horizonte até 2050 também coloca em evidência um desafio recorrente da infraestrutura brasileira: transformar projetos previstos nos planos nacionais em investimentos efetivamente executados.
Além da construção ou ampliação dos corredores, a eficiência da rede dependerá de conexões com portos, terminais ferroviários, hidrovias, aeroportos e centros de distribuição, além da capacidade operacional desses ativos.
Nesse cenário, a ampliação da infraestrutura poderá modificar rotas e estratégias utilizadas por embarcadores e operadores logísticos, especialmente nos corredores de longa distância e de escoamento da produção destinada à exportação.
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