Novas regras do CIOT: 49% apontam necessidade de adaptação

Pesquisa da Edenred Mobilidade mostra que informação e tecnologia estão entre os principais desafios para atender às novas exigências

Redação

As novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) já provocam mudanças na rotina das empresas de transporte rodoviário de cargas. Pesquisa da Edenred Mobilidade mostra que 49% dos profissionais consultados apontam a necessidade de adaptar operações e equipes como o principal efeito das novas exigências.

O levantamento ouviu 261 profissionais de 214 empresas. Outros 17% indicaram como principal impacto a necessidade de maior conformidade regulatória, 11% citaram efeitos financeiros e 9%, investimentos em tecnologia. Para 6%, não houve mudança relevante, enquanto 7% ainda não sabem avaliar os efeitos.

A pesquisa também identificou dificuldades na transição para as novas regras. Para 59% dos entrevistados, o principal fator para uma adaptação adequada é o acesso a informações claras. Outros 26% apontam a necessidade de tecnologia para automatizar processos, 8% mencionam disponibilidade de pessoal e 3%, orçamento para implementar as mudanças.

As alterações no CIOT fazem parte de um conjunto de mudanças regulatórias promovidas em 2026, que ampliaram os controles sobre as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Entre elas estão a validação do código antes do início da viagem e sua vinculação ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).

Com isso, inconsistências na emissão ou validação do CIOT podem impedir o início da operação e provocar atrasos no transporte.

O aumento das exigências também levou a uma forte expansão do número de códigos emitidos. Segundo dados do ILOS citados no levantamento, as emissões passaram de 1,6 milhão em janeiro para 4,6 milhões em junho de 2026, alta de 187,5% em cinco meses.

O crescimento da demanda chegou a provocar problemas operacionais. Em Teresina (PI), cerca de 200 caminhoneiros autônomos permaneceram parados por até 20 dias no Distrito Industrial Sul, em maio, enquanto aguardavam a liberação de cargas após dificuldades de plataformas responsáveis pela emissão do CIOT.

Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, o episódio mostrou os efeitos que falhas no processo podem provocar sobre a operação. “A pesquisa revela que o mercado entende a importância da mudança, mas também busca mais informação e ferramentas capazes de garantir continuidade operacional”, afirma.

O CIOT é um código numérico que identifica a operação de transporte e formaliza informações relacionadas à contratação do frete. Com as novas exigências, sua emissão e validação ganharam maior peso no controle das operações e na fiscalização do cumprimento das regras do transporte rodoviário de cargas.

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