A Cummins Brasil iniciou uma nova etapa da operação de eixos em Osasco, na Grande São Paulo, com a produção local de dois componentes destinados a aplicações de alta exigência. A companhia passou a fabricar no país o diferencial anterior do MT160, voltado a conjuntos tandem de caminhões rodoviários 6×4, e iniciou a produção do MT610, desenvolvido para veículos utilizados na mineração.
Os novos projetos foram anunciados em um ano marcado pelos 70 anos da operação de eixos da Cummins em Osasco. Segundo a empresa, os investimentos fazem parte de um ciclo de modernização da unidade e ampliam a capacidade brasileira de produzir componentes de maior complexidade tecnológica.
O MT610 é destinado exclusivamente a aplicações fora de estrada e foi projetado para suportar até 38 toneladas de carga vertical, a maior capacidade já produzida pela operação de eixos da Cummins no Brasil. O equipamento é voltado a caminhões empregados no transporte de materiais em ambientes de mineração, caracterizados por terrenos irregulares, grandes volumes de carga e ciclos intensivos de trabalho.
A produção nacional do diferencial anterior do MT160 amplia o portfólio fabricado pela unidade de Osasco para aplicações rodoviárias. O componente integra conjuntos tandem utilizados em caminhões 6×4 e é responsável por transmitir torque às rodas motrizes e também ao eixo traseiro do conjunto.
A nacionalização exigiu a criação de novos processos produtivos, ferramentas e linha de montagem, além da capacitação técnica dos funcionários envolvidos na fabricação.
Eixo para mineração
O MT610 foi desenvolvido para operações de mineração que exigem alta capacidade de carga, resistência estrutural e disponibilidade dos veículos. O projeto contou com a participação de equipes de engenharia do Brasil e dos Estados Unidos.
Mais de 80% do programa de validação foi realizado no Brasil, no Laboratório de Ensaios Mecânicos (LEM) da Cummins. O desenvolvimento aproveitou características já utilizadas em veículos destinados aos setores canavieiro e madeireiro, adaptadas para condições mais severas de operação.
Entre os recursos do MT610 estão cinco planetárias por cubo de roda, sistema de fixação reforçado com carcaças parafusadas e três relações de redução — 5,41, 6,18 e 7,21. De acordo com a empresa, as configurações permitem adaptar o eixo a diferentes condições de operação.
A Cummins afirma que a utilização de cinco planetárias contribui para distribuir o torque entre as engrenagens, enquanto o sistema de fixação reforçado aumenta a rigidez estrutural do conjunto.
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