A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu nesta segunda-feira, 17 de agosto, uma tomada de subsídios para revisar a metodologia usada no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. A consulta ficará aberta até 26 de agosto e busca reunir dados de transportadores e empresas sobre os custos das operações.
Mais do que uma atualização burocrática, a discussão pode ter impacto sobre um dos principais custos da logística brasileira. O piso mínimo estabelece uma referência para o valor que deve ser pago pelo transporte de cargas e influencia a negociação entre caminhoneiros, transportadoras e embarcadores.
O que está sendo revisado?
A ANTT não está, neste momento, anunciando um novo valor para o frete. O que está em discussão é a metodologia usada para chegar a esse valor. A agência quer coletar informações sobre os custos efetivos das operações para avaliar se os parâmetros atualmente utilizados continuam refletindo a realidade do setor.
Entre os elementos considerados estão características como distância percorrida, número de eixos do veículo e tipo de operação.
Por que isso importa?
O cálculo do piso mínimo afeta diretamente a conta de quem transporta mercadorias e também de quem contrata o serviço. Se os custos considerados pela ANTT estiverem defasados, uma eventual revisão pode levar a mudanças nos valores mínimos de determinadas operações. Isso pode aumentar o custo para empresas que contratam frete, mas também pode melhorar a remuneração necessária para que transportadores cubram despesas como combustível, manutenção, pneus e depreciação dos veículos.
Como o transporte rodoviário tem peso elevado na logística brasileira, mudanças no custo do frete podem acabar repercutindo sobre preços de produtos e sobre as margens das empresas. Isso significa que o frete vai ficar mais caro? Não necessariamente.
A tomada de subsídios é uma etapa de coleta de informações, e não uma decisão de reajuste. A ANTT ainda precisa analisar os dados recebidos antes de definir eventuais mudanças na metodologia ou nos coeficientes utilizados no cálculo.
Portanto, o principal efeito imediato da consulta é abrir espaço para que o setor apresente à agência informações sobre os custos reais das operações.
Por que a ANTT está fazendo isso agora?
A revisão busca atualizar os parâmetros utilizados pela agência e verificar se eles continuam adequados diante das condições atuais do mercado. O processo é particularmente relevante porque o custo de operação dos caminhões pode variar bastante ao longo do tempo, principalmente em itens como combustível, manutenção e aquisição dos veículos.
Até quando é possível participar?
Transportadores, empresas e outros interessados podem enviar contribuições até 18h de 26 de agosto de 2026, pelo sistema ParticipANTT. Em resumo: a ANTT ainda não mudou o piso do frete. O que começou na segunda-feira foi uma etapa de coleta de dados que pode servir de base para uma futura revisão dos valores.
Essa abordagem fica mais “Exame” porque responde às perguntas que o leitor provavelmente terá: o que aconteceu, o que está sendo revisado, por que importa, quem será afetado e se o frete vai subir.
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