A DHL Supply Chain passou a utilizar no Brasil embalagens térmicas retornáveis para o transporte de medicamentos e insumos farmacêuticos que exigem controle de temperatura durante toda a cadeia logística. A solução, chamada Platinum, foi desenvolvida para operações de Life Sciences & Healthcare e pode manter a proteção térmica da carga por mais de 96 horas, chegando a 195 horas em condições específicas de qualificação.
A embalagem utiliza painéis de isolamento a vácuo (VIP) e elementos refrigerantes reutilizáveis de mudança de fase (PCM), que ajudam a reduzir as variações de temperatura durante o transporte.
Desenvolvida inicialmente a partir da experiência da DHL na Austrália, a solução foi adaptada para as operações brasileiras. A companhia considera que as características climáticas e de infraestrutura dos dois países permitem aproveitar a experiência adquirida no mercado australiano.
Caixas têm até 78 litros de capacidade
No Brasil, a DHL disponibiliza quatro tamanhos da embalagem Platinum, com capacidade útil entre 5 e 78 litros. Além da proteção térmica, o projeto foi desenvolvido para aumentar o aproveitamento do espaço interno. Segundo a empresa, o desenho da embalagem permite ganho de capacidade cúbica em comparação com soluções convencionais, possibilitando transportar maior quantidade de produtos no mesmo volume.
A DHL afirma que a combinação entre desempenho térmico e capacidade operacional amplia as possibilidades de transporte de produtos com temperatura controlada na malha logística brasileira.
Embalagem retorna para novos ciclos
A solução também foi desenvolvida dentro de um modelo de economia circular. Depois da entrega, as embalagens retornam às unidades operacionais da DHL, onde passam por inspeção, higienização, manutenção e recondicionamento antes de serem utilizadas novamente.
O objetivo é substituir parte das embalagens descartáveis de uso único e reduzir a necessidade de produção de novas unidades. Segundo estimativas internas da DHL, em cenários operacionais específicos e na comparação com embalagens descartáveis convencionais, as caixas Platinum podem proporcionar uma redução potencial de mais de 90% nas emissões de carbono.
A empresa ressalta, porém, que o resultado depende de fatores como o número de ciclos de reutilização, as condições de operação e o processo produtivo das embalagens utilizadas na comparação.
Solução atende cadeia farmacêutica
A DHL Supply Chain integra a solução ao portfólio da DHL Health Logistics, marca do grupo especializada em operações para o setor de saúde. Além de preservar medicamentos e insumos durante o transporte, a empresa afirma que o sistema pode contribuir para reduzir a geração de resíduos e melhorar o uso de materiais na cadeia logística.
A DHL tem como meta alcançar emissões líquidas zero em suas operações logísticas até 2050. O grupo registrou receita de aproximadamente 82,9 bilhões de euros em 2025 e possui cerca de 389 mil funcionários em mais de 220 países e territórios.
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