A EPR ampliou sua atuação no setor rodoviário ao vencer, nesta quinta-feira (23), o leilão da concessão da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, conhecida como Régis Bittencourt. A companhia apresentou proposta com deságio de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, superando as ofertas da Motiva, de 12,10%, e da Arteris, atual concessionária da rodovia, que ofereceu desconto simbólico de 0,01%.
Realizado na B3, em São Paulo, o certame marca mais uma etapa da estratégia do governo federal de repactuar contratos de concessão considerados maduros para destravar investimentos em infraestrutura. O novo contrato prevê R$ 7,2 bilhões em aportes até 2041 para ampliação da capacidade da rodovia, recuperação da infraestrutura e melhorias operacionais.
A concessão abrange 383 quilômetros da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, um dos principais corredores logísticos do país, responsável por conectar o maior centro consumidor brasileiro à Região Sul e ao Porto de Paranaguá. Entre as obras previstas estão a implantação de 69 quilômetros de faixas adicionais, 33 quilômetros de vias marginais, além de intervenções voltadas ao aumento da segurança viária e da fluidez do tráfego.
A disputa atraiu três dos principais grupos do setor. A tarifa básica de pedágio definida no edital era de R$ 0,05912 por quilômetro em pista dupla, e o vencedor foi definido pelo maior desconto sobre esse valor. O contrato também prevê outorga fixa de R$ 120 milhões e mecanismos de aportes adicionais caso os descontos oferecidos ultrapassem determinados patamares, preservando o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.
A companhia, controlada pelos grupos Equipav e Perfin, já administra o lote 2 das rodovias do Paraná, conquistado em 2023, que faz ligação com o Porto de Paranaguá, além dos lotes 4 e 6 do estado e do trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora.
Somados, os contratos da empresa representam cerca de R$ 47 bilhões em investimentos previstos nas próximas décadas, consolidando a EPR entre os principais operadores privados de infraestrutura rodoviária do país.
A Régis Bittencourt é a quinta concessão rodoviária relicitada dentro do programa de otimização conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), iniciativa que busca renovar contratos antigos e acelerar a execução de investimentos considerados estratégicos para a logística brasileira.
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