Uma empresa concorrente estuda recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para contestar o acordo firmado entre Maersk e MSC envolvendo a Brasil Terminal Portuário (BTP), segundo apuração da revista Veja.
Pelo arranjo apresentado ao Cade, se a Maersk vencer o leilão do Tecon Santos 10, a MSC comprará sua participação de 50% na BTP. Caso a vencedora seja a MSC, ocorrerá o movimento inverso, com a Maersk assumindo integralmente o controle do terminal. A operação está condicionada ao resultado da licitação do novo terminal de contêineres do Porto de Santos.
De acordo com a Veja, concorrentes consideram que o modelo funciona como uma espécie de “seguro” para as duas armadoras, já que, independentemente do resultado do leilão, cada uma permaneceria no controle de um grande terminal de contêineres em Santos. Uma das empresas avalia pedir habilitação como terceira interessada no processo que tramita no Cade para contestar a operação.
O caso ocorre em meio às discussões sobre o modelo do leilão do Tecon Santos 10. O governo estuda permitir que operadores já instalados no Porto de Santos participem da disputa, desde que assumam o compromisso de vender seus ativos atuais caso sejam vencedores da concessão.
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