O MoveInfra iniciou um estudo técnico para avaliar os principais gargalos e oportunidades do transporte hidroviário brasileiro em um momento em que o governo federal tenta ampliar a participação das hidrovias na matriz logística nacional e estruturar novos projetos de concessão do setor. O anúncio foi feito durante a apresentação do balanço de dois anos da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.
O trabalho analisará sete corredores considerados estratégicos para o transporte de cargas no país: Hidrovia Verde, Madeira, Tapajós, Tocantins-Araguaia, Paraguai, Tietê-Paraná e Lagoa-Mirim. O levantamento será conduzido pela consultoria Garín Partners e deve ser concluído em agosto de 2026.
Formado por empresas como EcoRodovias, Hidrovias do Brasil, Motiva, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo, o MoveInfra pretende usar o estudo para subsidiar propostas de longo prazo voltadas à expansão da navegação interior.
Hidrovias ganham espaço
A análise avaliará aspectos operacionais, econômicos, regulatórios e socioambientais de cada corredor hidroviário. Entre os temas estudados estão condições de navegabilidade, dragagem, segurança da navegação, licenciamento ambiental, judicialização de obras, financiamento de longo prazo e integração com outros modais.
O estudo também deve mapear entraves relacionados ao uso múltiplo dos recursos hídricos e à coordenação entre diferentes órgãos públicos, pontos historicamente apontados pelo setor como fatores que dificultam a expansão das hidrovias no país.
Na avaliação de Ronei Glanzmann, CEO do MoveInfra, o transporte hidroviário tende a ganhar relevância na estratégia logística nacional diante da busca por redução de custos e descarbonização da matriz de transportes.
“Vamos mostrar como as hidrovias podem transformar a lógica do transporte de cargas no Brasil, com ganhos efetivos de competitividade e redução de custos. Integradas a outros modais, as hidrovias são o caminho mais sustentável para a transição energética”, afirmou.
Participação ainda é limitada
Apesar do potencial logístico, as hidrovias ainda possuem participação reduzida na movimentação de cargas no Brasil em comparação com países de dimensão territorial semelhante. Grande parte do transporte nacional continua concentrada no modal rodoviário.
Nos últimos anos, porém, corredores como Madeira, Tapajós e Tietê-Paraná ampliaram relevância no escoamento de grãos, combustíveis e contêineres, especialmente em operações ligadas ao agronegócio e ao Arco Norte.
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