Os operadores logísticos encerraram 2025 com 983 mil postos de trabalho diretos, 22% acima dos 804 mil registrados em 2023. O crescimento, porém, veio acompanhado de dificuldades para preencher funções essenciais à operação.
A contratação de motoristas para a frota própria foi classificada como um problema alto ou muito alto por 56% das empresas pesquisadas no Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil 2026, encomendado pela Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) ao Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).
Cerca de 80% dos profissionais das empresas participantes da pesquisa trabalham sob o regime CLT; os terceirizados representam os 20% restantes. Nos dois anos analisados, 51% dos operadores ampliaram o quadro de empregados com carteira assinada, enquanto aproximadamente um quarto reduziu o efetivo. Além dos motoristas, as empresas apontaram dificuldades para contratar e reter trabalhadores de armazenagem.
A qualificação segue presente nos planos de 89% dos operadores, mas o investimento médio informado caiu de R$ 651 por pessoa, em 2024, para R$ 401 em 2026, em valores corrigidos pelo IPCA. “Essa realidade exige investimentos em capacitação, produtividade e novas formas de atração de talentos”, afirma Marcella Cunha, diretora executiva da Abol.
O estudo estima ainda 2,8 milhões de postos quando inclui empregos indiretos e atividades das cadeias relacionadas. A receita operacional bruta dos operadores chegou a R$ 247 bilhões em 2025, alta de 18% ante 2023, segundo o levantamento. Os 983 mil postos são o contingente estimado para 2025, não o número de vagas abertas naquele ano.
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