O governo federal anunciou, em Brasília, um plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela operadora aeroportuária Aena Brasil, dentro do Novo PAC, com apoio do BNDES.
A Aena administra 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha, além de ativos no Reino Unido, México, Jamaica e Colômbia. No Brasil, além dos 11 aeroportos incluídos no plano do PAC, a empresa também opera os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB)
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O pacote prevê financiamento total de R$ 5,7 bilhões, sendo R$ 4,64 bilhões aportados pelo banco de fomento, e deve alavancar R$ 9,2 bilhões em investimentos.
As intervenções já estão em andamento e abrangem o Aeroporto de Congonhas (SP), segundo mais movimentado do país, além de terminais em Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA); e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG).
Atualmente, os 11 aeroportos movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano, com previsão de elevar a capacidade para mais de 40 milhões anuais após as obras.
Congonhas terá terminal dobrado
Do total previsto, R$ 2,6 bilhões serão destinados ao Aeroporto de Congonhas. O projeto prevê dobrar a área do terminal de passageiros, que deve alcançar 135 mil m², além de ampliação do pátio de aeronaves, melhorias operacionais e expansão da área comercial. O número de pontes de embarque aumentará de 12 para 19.
A previsão é que as intervenções em Congonhas sejam concluídas até junho de 2028, enquanto as obras nos demais aeroportos devem ser finalizadas até junho de 2026.
Modelo de project finance
O apoio do BNDES inclui R$ 4,24 bilhões para subscrição de debêntures, dentro de uma emissão total de R$ 5,3 bilhões coordenada em parceria com o Santander. Além disso, o banco aprovou R$ 400 milhões via linha Finem, linha de financiamento direto do BNDES voltada para projetos de investimento de grande porte, com valor mínimo de R$10 milhões a R$ 20 milhões.
O financiamento foi estruturado no modelo de Project Finance non-recourse, em que o pagamento é sustentado pelas receitas futuras do projeto. Segundo o banco, a operação também utiliza mecanismos do Pacote de Estabilização de Funding para Infraestrutura (PEFI), lançado em 2025, para reduzir riscos e garantir funding de longo prazo.
A estimativa é que o plano gere cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Após a conclusão das intervenções, a expectativa é de criação de mais de 700 novos postos permanentes.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o pacote reforça a regionalização do transporte aéreo e amplia a capilaridade da aviação no interior.
Interiorização da aviação
O plano contempla aeroportos estratégicos em regiões fora dos grandes centros e busca apoiar o crescimento da aviação regional. Entre os projetos, o governo destaca a construção de um novo terminal de passageiros em Uberlândia (MG), voltado à expansão da demanda no Triângulo Mineiro.
O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, afirmou que o pacote é resultado de articulação entre governo, setor privado e instituições financeiras. “A união entre governo, instituições financeiras e iniciativa privada mostra que quando trabalhamos juntos somos capazes de encontrar soluções complexas e eficazes para o progresso do Brasil”, declarou.
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