Sustentabilidade

A B2W Digital, dona das marcas Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato, vai colocar nas ruas uma frota de 90 tuc-tucs elétricos para entrega de produtos vendidos nas plataformas digitais no Brasil. Os veículos vão atuar principalmente nas capitais do Sudeste, Sul e Nordeste do país.

Os novos tuc-tucs elétricos permitem transportar de 240 quilos a 600 quilos de mercadorias, conforme o modelo do veículo. Essa maior capacidade aumenta o sortimento e o tamanho de produtos entregues, em comparação às bicicletas.

Além da eficiência de deslocamento, a nova frota evita as emissões de gases de efeito estufa (GEE), contribuindo com o alcance do ODS 13, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que incentiva medidas contra a mudança global do clima. A expectativa é que a frota deixe de emitir cerca de três toneladas de CO2 na atmosfera por mês.

O serviço de entrega por tuc-tucs vem sendo testado pela companhia no município de São Paulo nos últimos meses. São atualmente nove veículos elétricos em operação, com diferentes capacidades de carga. A frota de tuc-tucs atua em deslocamentos de curta distância, o chamado last mile, a última milha da logística de entrega.

“O tuc-tuc elétrico é um meio eficiente de deslocamento nos centros urbanos e tem a vantagem, em relação às bicicletas, de oferecer maior capacidade de carga. O serviço permite entregarmos mais rapidamente e itens de maior volume, ao mesmo tempo em que reduz a emissão de CO2 no meio ambiente”, afirma Welington Souza, diretor geral da LET’S – plataforma de gestão compartilhada dos ativos de logística e distribuição da Americanas e B2W.

Para garantir a qualidade e agilidade das entregas por meio dos tuc-tucs, a B2W oferece aos seus parceiros treinamento para utilização dos veículos, que, diferentemente das bicicletas, demandam habilitação, além das regulares capacitações de excelência para atendimento ao cliente.

A iniciativa está em linha com a Agenda 2030 da ONU, na qual sociedade, governos e empresas se comprometem a desenvolver os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) até o ano de 2030, contribuindo para estratégia de ESG da B2W Digital.

Sonia Moraes

Quatro empresas de transporte rodoviário de carga se destacaram na sexta edição do Prêmio de Sustentabilidade do Setcesp, promovido em parceria com a revista Transporte Moderno. A entrega do prêmio foi realizada junto com a premiação Maiores do Transporte e Melhores do Transporte, promovida pela OTM Editora em São Paulo.

“O prêmio tem por objetivo mostrar para a sociedade que o transportador está comprometido com as questões da sustentabilidade que fazem a diferença para toda a sociedade”, disse Tayguara Helou, presidente do conselho superior e de administração do Setcesp.

Levando em conta as medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus, o evento aconteceu em um formato híbrido – uma parte presencial, com cerca de 90 pessoas, e a outra virtual.

Para Helou, este ano o prêmio teve uma grande diferença em relação as versões anteriores, com a presença reduzida do público e respeitando todos os protocolos sanitários e o distanciamento social.  “No entanto, percebemos um aumento de visualização na transmissão ao vivo nas nossas mídias sociais, o que foi muito válido porque o nosso primeiro objetivo é premiar as empresas e nossa segunda intenção é disseminar essas boas práticas e incentivar empresários e executivos do transporte a implementar iniciativas de sustentabilidade”, comentou o presidente do Setcesp.

No total foram 30 projetos inscritos, de 16 diferentes empresas do TRC, que concorreram nas categorias: Responsabilidade Social, Responsabilidade Ambiental, Gestão Econômica Sustentável e Responsabilidade na Segurança Viária ou do Trabalho.

Os projetos foram avaliados por cinco jurados especialistas que levaram em consideração critérios de planejamento, criatividade, inovação, tecnologia, continuidade, indicadores mensuráveis, investimentos e retorno financeiro, percepção de marca, engajamento e redução de consumo de insumos.

Na categoria Responsabilidade Social concorreram as empresas Patrus Transportes com o projeto Rota Solidária e a Cesari Logística com o Saúde em Foco.

A disputa pelo prêmio em Responsabilidade Ambiental ficou entre as finalistas Jomed Transportes e Logística, que desenvolveu a ação Transporte Sustentável e a Transportes Rodoviários Letsara com o projeto Elementos que inspiram.

Em Gestão Econômica Sustentável as empresas finalistas foram Cesari Logística com o projeto Parking e a RGLOG Logística com o Logística Colaborativa Sustentável.

Na categoria Segurança Viária ou do Trabalho a Jamef Encomendas Urgentes e a Fadel Transporte e Logística disputaram respectivamente com os projetos Segurança Embarcada e Gestão de Fadiga e Distração Associada à Segurança do Transporte.

Ao final da premiação cada uma das empresas vencedoras, nas quatro categorias, além de levarem o troféu Prêmio de Sustentabilidade 2020, receberam da Sambaíba, uma das parceiras do 6º Prêmio de Sustentabilidade, um cheque no valor de R$ 15 mil para ser utilizados em treinamentos.

Responsabilidade Social

A Patrus Transportes foi a vencedora na categoria Responsabilidade Social com o projeto Rota Solidária. O projeto desenvolvido pela empresa foi um plano de ação em todas as suas seis unidades, que envolveu a aproximação com líderes locais para que eles identificassem, nestas regiões, qual a melhor forma em que a Patrus Transportes poderia ajudar a comunidade.

“Nós percebemos nesta pandemia que o desemprego poderia ser grande e, por consequência, a fome também. Então fizemos o nosso papel”, contou Marco Antônio Patrus, diretor financeiro da empresa. “A gente tem a impressão de que é preciso muita coisa para poder fazer a diferença, mas constatamos, que mesmo pequenas ações, têm um papel importante e podem gerar impacto social”, comentou.

Foram realizadas pela empresa 47 ações, entre elas a distribuição de cestas básicas, itens de higiene, roupas e marmitas.

Em seu discurso, durante a cerimônia de premiação, Marcelo Patrus, presidente da empresa, chegou a citar que o Brasil é a nona economia no mundo, porém ocupa o 75º lugar no ranking de filantropia. “Nós precisamos mudar isso. Ser empresário é ser responsável”, afirmou.

Responsabilidade ambiental

O troféu na categoria Responsabilidade Ambiental foi entregue à Jomed Transportes e Logística que desenvolveu o projeto Transporte Sustentável e investiu em veículos que utilizam combustíveis alternativos, como o GNV (Gás Natural Veicular) e o gás biometano.

A Jomed também criou um sistema de gerenciamento de resíduos, onde há a destinação correta de pneus, lâmpadas, óleos, lonas de freio e outras sucatas ferrosa, e implantou um processo de captação e reuso da água de chuva. Em 3 meses, houve uma redução de 12 toneladas na emissão de CO2.

“Nos orgulhamos muito deste projeto, fomos pioneiros no Brasil a rodar com estes combustíveis. Esse projeto veio para mostrar à cadeia de logística e transporte, que sim, é possível reduzir os índices de CO2”, afirmou Eduardo Garrido, diretor comercial da Jomed.

Carlos Ferreira, coordenador de sustentabilidade da empresa, contou que o projeto surgiu de uma necessidade, mas virou na verdade, uma oportunidade. “Conseguimos fazer algo muito maior do prevíamos no início”, revelou.

Responsabilidade na Segurança Viária ou do Trabalho

A Jamef Encomendas Urgentes levou o troféu na categoria Responsabilidade na Segurança Viária ou do Trabalho com a apresentação do projeto Segurança Embarcada, que tem por objetivo treinar, orientar e conscientizar para redução de acidentes nas estradas.

“Tínhamos uma média de 12 acidentes no ano. Isso para nós, não era aceitável. Daí criamos o programa chamado PAZ – Programa de Acidente Zero”, afirmou o Juliano Alba, gerente de tráfego e manutenção de frota.

Com o programa, a empresa fez uso de três tecnologias embarcadas:  a telemetria, o sensor de fadiga e o vídeo monitoramento de motorista.

Antes de viajar, os motoristas também passaram a realizar um bate-papo com uma psicóloga. E em caso de alguma anormalidade registrada por alguma das tecnologias durante a viagem, o operador de monitoramento entra em contato via módulo de voz, e faz uma checagem das condições do motorista e veículo. Em dois anos, houve uma redução de 84% do número de acidentes na empresa.“A emoção de ter ganho esse troféu é imensa, esse foi o trabalho de toda equipe e com certeza trará motivação para investirmos ainda mais em segurança”, comentou Alba.

Gestão econômica sustentável

Com o projeto Parking a Cesari Logística conquistou o 6º Prêmio de Sustentabilidade na esfera Gestão Econômica. “O Parking surgiu com ideia de se eliminar o grande fluxo de veículos próximo à zona portuária de Santos, que acabava desencadeando congestionamentos”, contou Sergio Sukadolnick, executivo de relações institucionais da empresa.

Mais do que estacionar os veículos em um local protegido, no Parking é feito uma triagem documental deles, além de vistoria preventiva de segurança. Sua estrutura conta com acomodação para o motorista, para que ele possa aguardar com conforto até o horário agendado para operação.

Ediney Vieira, gerente operacional da Cesari conta que em 2018, quando ainda não havia o Parking, existia grande quantidade de veículos parados o que acabava se tornando um problema nos terminais, e ocasionava um ciclo operacional de até dez horas para a descarga do veículo. “Em 2020, esse número caiu para três horas”, informou o gerente.

A Volvo Trucks anunciou o início dos testes de campo com os caminhões elétricos pesados em operações de transporte regional e construção urbana na Europa. Os veículos têm PBT de 44 toneladas e, conforme a configuração de baterias, a autonomia pode chegar a 300 km. As vendas começarão no próximo ano, com produção em série em 2022. 

“Ao ampliar rapidamente nossa oferta de caminhões pesados elétricos, queremos ajudar nossos clientes e seus embarcadores a alcançarem seus ambiciosos objetivos de sustentabilidade. Estamos determinados a continuar direcionando nossa indústria rumo a um futuro sustentável”, afirma Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

A Volvo Trucks iniciou a produção dos modelos Volvo FL Electric e Volvo FE Electric em 2019. São caminhões elétricos semipesados, já disponíveis na Europa para operações de distribuição urbana e transporte de resíduos sólidos. Na América do Norte, as vendas do Volvo VNR Electric, um caminhão para transporte regional, começarão em dezembro de 2020. Na América Latina, ainda não há plano com datas para a introdução de caminhões elétricos.

Veículos elétricos para operações pesadas, de longa distância, serão oferecidos em poucos anos. Serão caminhões elétricos com baterias e caminhões elétricos movidos a hidrogênio, com um alcance maior, que deverão estar à venda na segunda metade desta década. O objetivo da marca é que toda a sua linha de produtos esteja livre de combustíveis de origem fóssil até 2040.

“Para reduzir o impacto do transporte no clima precisamos fazer uma transição rápida dos combustíveis fósseis para alternativas como a eletricidade. Mas as condições para fazer esta mudança e o ritmo da transição variam bastante entre diferentes transportadores e mercados, dependendo de muitas variáveis, como incentivos financeiros, acesso à infraestrutura de carregamento e o tipo de operação de transporte”, explica Alm. A maior parte das empresas de transporte vai efetuar a transição para a operação elétrica por fases. Na prática, muitas terão uma frota mista, com caminhões movidos por diferentes combustíveis durante algum tempo ainda.

“Os caminhões Volvo são projetados para grande flexibilidade da linha motriz. Nossos clientes poderão optar por versões diferentes de um mesmo modelo, com opções diesel, gás e elétrico. Em todas, o ambiente do condutor, a confiabilidade e a segurança atendem altos requisitos. Os motoristas se sentem rapidamente familiarizados para operar de forma segura e eficiente, independente do combustível utilizado”, diz Alm.

Para a Volvo Trucks, a transição para um transporte mais sustentável precisa ser gradual, para que os transportadores possam se adaptar. As soluções têm que ser livres de combustíveis fósseis e também permitir rentabilidade e produtividade às empresas de transporte.

“Nossa principal missão agora é facilitar a transição para veículos elétricos. Nossa estratégia passa por disponibilizar soluções amplas, que incluem o planejamento de rotas, veículos com especificação correta, estrutura de recarga, financiamento e serviços. A Volvo e seus concessionários têm um compromisso de longo prazo com nossos clientes. E agora isso será mais importante do que nunca”, afirma Roger Alm.

A Vedacit, que atua no mercado de impermeabilização e produtos de alta tecnologia para a construção civil, está testando novo modelo de mobilidade com carro elétrico. A empresa já começou a utilizar em algumas das entregas na cidade de São Paulo o furgão BYD T3.

O veículo escolhido é 100% elétrico, tem boa autonomia – circula até 150 quilômetros com apenas uma recarga na bateria – e gasta apenas 20% do que um modelo semelhante abastecido com diesel. Além do consumo de energia mais eficiente, o modelo elétrico tem rendimento próximo a 90% (enquanto o convencional fica em torno de 40%), o motor é mais leve e silencioso.

“Vamos avaliar o veículo por um período inicial, mas a expectativa é aumentar a frota elétrica de forma contínua. Os benefícios são para a empresa, para a sociedade e o meio ambiente”, afirma Leonardo Rentroia Viana, gerente de suprimentos da Vedacit.

A iniciativa faz parte de uma série de ações realizadas pela Vedacit para atingir as metas de sustentabilidade estabelecidas para serem cumpridas até 2025. Entre os objetivos estão ter 45% de energias renováveis na composição do consumo energético e reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa (em comparação com 2018).

“A Vedacit acredita que sustentabilidade é um dos elementos fundamentais para o negócio, faz parte da agenda estratégica da companhia. A intenção é que a sustentabilidade não fique apenas em uma área, mas esteja na empresa como um todo. Por isso, em todas as ações desenvolvidas nos preocupamos em estar de acordo com os objetivos almejados para concluirmos as metas estabelecidas”, diz o gerente da empresa.

As cidades europeias continuam a preparar os seus sistemas de transporte público para o futuro. Mais recentemente, a cidade de Bodö, no extremo norte da Noruega, fez um pedido abrangente composto por 31 ônibus elétricos Volvo, infraestrutura de recarga e serviços. Quando os ônibus entrarem em operação em julho de 2021 serão os ônibus elétricos mais setentrionais do mundo, e os primeiros a entrar operação ao norte do Círculo Polar Ártico.

“Este é o maior projeto de sustentabilidade para o transporte rodoviário no norte da Noruega, e é de imensa importância para a região e para nós ”, diz Anders Mjaaland, diretor administrativo do Grupo Saltens, proprietário da Nordlandsbuss, a operadora dos ônibus elétricos.

A transição para ônibus elétricos silenciosos e livres de emissões de gases melhora o ambiente urbano ambiente e reduz drasticamente o impacto climático do transporte público em Bodö. Isto também marca um passo importante para alcançar as ambiciosas metas climáticas da Noruega, que

entre muitas outras coisas estipulam que todos os ônibus urbanos no país devem ser capazes de operar sem emissões até 2025.

O acordo veio após uma análise bem completa das incomuns pré-condições para a operação do ônibus elétrico. “Cada cidade é única e para criar uma solução ideal é vital que tudo seja devidamente projetado para atender às necessidades e condições locais. Por esse motivo, nossa análise inicial, incluindo simulação de rota, desempenha um papel crucial em nosso modelo de negócios. Topografia, frequência de rota e proximidade com a garagem e oficina são outras considerações importantes em nossa oferta ”, explica Svenn-Åge Lökken, diretor de vendas da Volvo Buses na Noruega.

Os benefícios ambientais da eletrificação de ônibus também abrem novas possibilidades para planejamento urbano futuro. À medida que as emissões e o ruído desaparecem, a disponibilidade pode ser melhorada. Os ônibus podem operar em áreas sensíveis no centro da cidade, e pontos de ônibus podem ser construídos onde isso não era possível anteriormente, incluindo dentro de edifícios.

Dos 31 ônibus elétricos que compõem o pedido, 17 são Volvo 7900 de 12 metros e os 14 restantes são articulados elétricos Volvo 7900 de alta capacidade, que podem transportar até 120 passageiros. A infraestrutura de recarga será entregue pela ABB.Outras cidades norueguesas que como Bodö escolheram a solução da Volvo Buses para eletrificação do transporte público são Drammen e Ålesund, que encomendaram 63 ônibus elétricos em 2020.

A cidade de Bodö foi escolhida como a Capital Europeia da Cultura para o ano de 2024, o que faz dela a primeira cidade localizada acima do Círculo Polar Ártico a receber a distinção.

Na última sexta-feira, 28, a Mercedes-Benz Vans e a Amazon anunciaram a maior encomenda de veículos elétricos da Mercedes-Benz já ocorrida até o momento: mais de 1.800 vans eVito e eSprinter elétricas da Mercedes-Benz Vans serão entregues à Amazon a partir deste ano para serem usadas por toda a Europa. A encomenda inclui cerca de 600 eVito de médio porte e mais de 1.200 veículos da van de grande porte eSprinter.

“Estou muito feliz por termos intensificado ainda mais nossa parceria de longa data com a Amazon e por trabalharmos juntos no futuro com baterias elétricas para os transportes”, diz Marcus Breitschwerdt, Head da Mercedes-Benz Vans. “Com as vans eVito e eSprinter, temos veículos elétricos em nosso portfólio que se ajustam da maneira ideal aos requisitos da indústria de entregas de volumes, entregas expressas e de encomendas para funcionarem no esquema de entregas de bens conhecido como ‘last mile’ em termos de seus equipamentos e de sua autonomia. Elas demonstram que a condução livre de emissões locais, o desempenho convincente, o conforto e os baixos custos operacionais podem ser perfeitamente combinados.”

Na Europa, a eletrificação do trânsito dentro do esquema conhecido como ‘last mile’ está progredindo. O setor de serviços de entregas de documentos, pacotes e expressas tem sido o grande impulsionador nessa área. O crescente comércio online e os serviços flexíveis de entregas dos últimos anos não só trouxeram um aumento do trânsito interno, mas cidades também levaram ao aumento dos sistemas de propulsão livres de emissões locais em áreas urbanizadas.

A Amazon e a Global Optimism firmaram o The Climate Pledge em 2019. A iniciativa tem como meta contribuir para atingir os objetivos do Acordo de Paris dez anos antes da data nele prevista, ou seja, já em 2040. As empresas signatárias acordaram sobre:

  • Medir e reportar emissões de gases do efeito estufa regularmente.
  • Implementar estratégias de eliminação do carbono alinhadas com o Acordo de Paris por meio de mudanças reais nos negócios e inovações, incluindo melhoras de eficiência, energia renovável, reduções de materiais e outras estratégias de eliminação de emissões de carbono.
  • Adotar medidas para neutralizar quaisquer emissões remanescentes com compensações adicionais, quantificáveis, reais, permanentes e benéficas socialmente para atingir o nível zero até 2040.

“Na Mercedes-Benz, estabelecemos uma meta ambiciosa para nós mesmos, visando fazer da transformação da mobilidade uma história de sucesso. Ao nos juntar ao The Climate Pledge estamos reforçando nossa meta de atingir consistentemente a mobilidade livre de emissões e a produção de veículos sustentável. Estamos com a Amazon, a Global Optimism e outros signatários do The Climate Pledge em um compromisso de estarmos livres de emissões de carbono até 2040 – dez anos antes da data prevista pelo Acordo de Paris. Estou feliz por conseguirmos reforçar ainda mais nosso impulso em nossa ofensiva de sustentabilidade com esse passo”, afirma Ola Källenius, presidente do Conselho de Administração da Daimler AG e da Mercedes-Benz AG.

“Acolhemos a ousada liderança demonstrada pela Mercedes-Benz ao assinar o The Climate Pledge e assumir o compromisso com ações ambiciosas para enfrentar as mudanças climáticas”, afirmou Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon. “Precisamos de inovações contínuas e parcerias com fabricantes automotivos como a Mercedes-Benz para eliminar o carbono do setor de transportes e enfrentar a crise climática. O acréscimo dos 1.800 veículos elétricos de entrega é mais um passo em nossa jornada para construir a frota de transportes mais sustentável do mundo, e estaremos nos movendo rápido para levar essas vans para as ruas este ano.”

Um ano atrás a Mercedes-Benz apresentou o Ambition2039, um programa para a mobilidade livre de emissões de CO2. Com isso, a empresa está focando a cadeia de valor por inteiro, desde o desenvolvimento da rede de fornecedores, sua própria produção, até a eletrificação dos produtos e, além disso, fontes de energia renováveis para a fase de uso dos veículos elétricos. Com sua meta de que tenhamos uma frota de veículos livres de CO2 formada por veículos novos em menos de 20 anos, a empresa está dando uma importante contribuição para reduzir a velocidade das mudanças climáticas. A companhia já está fazendo bons progressos nessa direção: ao final deste ano, o portfólio global de veículos compreenderá cinco modelos totalmente elétricos e mais de 20 híbridos tipo “plug-in”.

“Estou muito feliz por termos intensificado ainda mais nossa parceria de longa data com a Amazon e por trabalharmos juntos no futuro com baterias elétricas para os transportes”, diz Marcus Breitschwerdt, Head da Mercedes-Benz Vans. “Com as vans eVito e eSprinter, temos veículos elétricos em nosso portfólio que se ajustam da maneira ideal aos requisitos da indústria de entregas de volumes, entregas expressas e de encomendas para funcionarem no esquema de entregas de bens conhecido como ‘last mile’ em termos de seus equipamentos e de sua autonomia. Elas demonstram que a condução livre de emissões locais, o desempenho convincente, o conforto e os baixos custos operacionais podem ser perfeitamente combinados.”

Na Europa, a eletrificação do trânsito dentro do esquema conhecido como ‘last mile’ está progredindo. O setor de serviços de entregas de documentos, pacotes e expressas tem sido o grande impulsionador nessa área. O crescente comércio online e os serviços flexíveis de entregas dos últimos anos não só trouxeram um aumento do trânsito interno, mas cidades também levaram ao aumento dos sistemas de propulsão livres de emissões locais em áreas urbanizadas.

Como muitas outras cidades na Escandinávia e na Europa, várias cidades norueguesas estão seguindo o caminho da eletrificação para o transporte público. A empresa Vy Buss Norge recentemente fez um pedido de um grande número de ônibus elétricos Volvo para operação em Drammen e Ålesund, com entrega prevista para o final deste ano. No terceiro trimestre de 2021 a Vy Buss terá 150 ônibus elétricos em operação.

“A Volvo Buses está conosco desde o início de nossa jornada para aumentar a eletromobilidade. Nossa parceria com a Volvo Buses é forte, eles constroem com qualidade ônibus e sua ampla rede de revendedores e oficinas é muito importante para nós”, diz Ole Engebret Haugen, presidente da Vy Buss.

A Noruega está entre os líderes mundiais quando se trata de oferecer soluções sustentáveis de transporte urbano. Uma das metas ambientais do país é que todos os ônibus urbanos tenham emissões zero até 2025. A introdução de mais ônibus elétricos é, portanto, um dos meios cruciais para atingir essa meta, com mais cidades tomando medidas para aumentar a eletrificação do transporte público.

Em Drammen, seis ônibus Volvo 7900 Electric começaram a operar em fevereiro de 2019. Até o final deste ano, eles se juntarão a outros 22 ônibus elétricos Volvo, dos quais dois são modelos de alta capacidade que podem transportar até 120 passageiros.

Para Ålesund, a Vy Buss encomendou dez ônibus elétricos Volvo 7900, parte de um pedido maior que totaliza 66 ônibus Volvo. Em ambos os casos, o acordo também inclui o Contrato Volvo Gold. Isso significa que a distribuidora Volvo Wist Last og Buss cuidará de todos os serviços e manutenção para os ônibus elétricos no local no depósito do cliente.

“Cada vez mais cidades na Europa estão optando por melhorar seu meio ambiente e criar novas possibilidades para o planejamento urbano, eletrificando gradualmente o transporte público. Só no ano passado, recebemos pedidos de mais de 300 ônibus eletrificados em Noruega e Suécia, incluindo os pedidos recentes de Drammen e Ålesund. Juntos com operadoras e planejadores de cidades, continuamos a desenvolver soluções para transporte público sustentável movido a eletricidade que atenda às características únicas de cada pré-requisito ”, comenta Svenn-Åge Lökken, diretor de vendas da Volvo Bussar Norge, na Noruega.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus e a CPFL Energia, fecharam parceria para impulsionar a mobilidade elétrica no Brasil. As empresas trabalharão em projeto de pesquisa e desenvolvimento, no âmbito do Programa de P&D da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O objetivo é a criação de um laboratório de mobilidade elétrica em Indaiatuba (SP), região onde a CPFL tem uma de suas sedes operacionais. Lá, será criado um projeto piloto para eletrificação de 100% da frota de veículos operacionais e desenvolvimento de sistema inteligente de recarga para os veículos. “Até 2024 a empresa tem planos de investir mais de R$ 96 milhões em projetos para fomentar a mobilidade elétrica no Brasil por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento fomentados pela Aneel e o projeto de Indaiatuba em parceria com a VW Caminhões e Ônibus faz parte desta iniciativa”, afirma Renato Povia, diretor de estratégia e inovação da CPFL.

Além de fornecer os caminhões elétricos e-Delivery que serão utilizados nesse projeto, a VWCO será responsável pelos serviços de engenharia, como coleta de dados, treinamento de motoristas, orientações de segurança, acompanhamento de rodagens, suporte no desenvolvimento dos implementos e estudos relacionados à operação dos caminhões.  “A eletromobilidade é um dos pilares do grupo Traton, do qual faz parte a VW Caminhões e Ônibus. Por isso somamos forças para tornar viável a produção e aplicação dos primeiros caminhões elétricos desenvolvidos e feitos no Brasil”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões e Ônibus. 

O projeto contará com a participação da Siemens no desenvolvimento e aplicação de carregadores para os veículos, assim como o sistema inteligente de recarga; com o Senai Cimatec para a criação e aplicação de carrocerias considerando os implementos 100% elétricos para os veículos, como cesto aéreo para manutenção da rede elétrica; e o Gesel/UFRJ, braço acadêmico do projeto que irá realizar estudos sobre impactos ambientais, regulação e incentivos e experiência do usuário.

A Scania ao grupo Charrua entregou um caminhão R 410 6×2 movido a GNV ou biometano que será usado pela empresa no transporte de gás natural para as indústrias e postos de combustível do Rio Grande do Sul.

Com esta entrega, a Scania chega a 23 modelos a gás comercializados no país, incluindo os 18 para a PepsiCo, dois para a RN Express e dois para a Jomed Log.

 “O objetivo das empresas é a transição para um sistema de transporte mais sustentável. A Scania vem liderando esta transformação. Para nós, não existe apenas um modelo sustentável e cada país adotará as tecnologias que melhor se encaixam em sua realidade. Para o Brasil, o ‘Aqui e Agora’ é o caminhão movido a GNV ou biometano”, diz Roberto Barral, vice-presidente das operações comerciais da Scania no Brasil. A Casa Scania Brasdiesel gaúcha foi a responsável pela venda e cuidará do suporte operacional e da manutenção do pesado R 410 6×2. “A vantagem do motor a gás, de imediato, despertou o interesse do grupo Charrua”, afirma João Elton Heinen, gerente de vendas da Brasdiesel Lajeado, filial que atende diretamente o grupo.

“É um prazer enorme ser o primeiro cliente do Sul a receber essa nova tecnologia da Scania, tanto pela economia como pela questão ambiental, com a redução das emissões de CO2”, diz Flavio Aluísio Rudiger, diretor de logística e transportes do grupo Charrua.

O grupo Charrua é composto por sete empresas: Transportadora Arco, TRR Arco Diesel, Loja Arco e Arco Gás, em Lajeado (RS); e TRR Charrua Diesel, Distribuidora de Petróleo Charrua e Charrua Gás, na cidade de Esteio (RS). O caminhão R 410 6×2 chega para ampliar a frota da Transportadora Arco de cinco para seis veículos Scania. O modelo da Charrua tem o programa de manutenção Premium Flexível, que permite reduzir em até 25% os custos de manutenção.

A rede de concessionária Scania está sendo preparada para dar todo o apoio aos caminhões a gás. Não são necessárias grandes mudanças para receber os veículos mais sustentáveis. Entre os itens obrigatórios estão boxes, ferramentas e check-list especiais, que serão implementados ao longo dos próximos meses. 

Em seis meses o caminhão Actros 2546 6×2 da Mercedes-Benz consumiu 60 mil litros de combustível e reduziu em 21% as emissões de CO2

A Mercedes-Benz, em parceria com o grupo Heineken e a Dinon Transportes, recebeu o reconhecimento do Programa de Logística Verde Brasil (PLVB) com a redução de emissões no transporte de cerveja.

Este case foi apresentado por Camilo Adas, gerente sênior de desenvolvimento de produto da Mercedes-Benz do Brasil, durante o 13º Fórum de Gestão e Conectividade de Frotas realizado em São Paulo.

Para a análise desta operação logística no transporte de cerveja, realizado durante seis meses, foram utilizados cavalos mecânicos Actros 2546 6×2 e semirreboque sider de três eixos distanciados, com 15 metros de comprimento.

Os veículos foram equipados com propulsão convencional e transmissão automatizada, com parâmetros de software customizados no módulo powertrain (motor e transmissão) e acessórios aerodinâmicos, além do sistema de gestão de frota FleetBoard da Mercedes-Benz e treinamento completo do motorista sobre Eco Driving e Road Safety.

“Ao longo de seis meses estes eículos consumiram 60 mil litros de combustível. Usando de maneira inteligente o caminhão na rota e o tipo de carregamento adequado, conseguimos melhorar em 21% a quantidade de emissão de CO2”, afirma Adas.

O gerente afirma que, com base nos índices apresentados no sistema de gestão de frota FleetBoard, há possibilidades de alcançar outras melhorias, como nota de condução e aumento do período de carregamento.

“Todos ganham com essa iniciativa: quem transporta, quem produz e distribui os produtos, quem fabrica os veículos e a população como um todo, devido aos impactos positivos da melhoria da qualidade do ar e da contribuição para a preservação ambiental”, comenta Adas. “Com esta tática, os parceiros reforçam seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a responsabilidade socioambiental.

Com a confiabilidade de marcas reconhecidamente de sucesso no mercado brasileiro.”

A melhoria da qualidade do ar e a sustentabilidade ambiental são temas importantes no país, segundo o gerente da Mercedes-Benz. “O aquecimento global e as mudanças climáticas estão aí para nos alertar que é preciso fazer alguma coisa. Que é imperativo rever e aprimorar legislações, tomar medidas efetivas e promover a conscientização coletiva mundial, afinal todos podem participar deste esforço conjunto em prol do meio ambiente e da nossa saúde e segurança”, acrescenta Adas.

Segundo o gerente, o CO2 é um importante componente dos gases de efeito estufa (GEE). “Por isso, o foco desta parceria foi criar alternativas para reduzir a emissão de CO2 dentro de um processo de logística e distribuição que leve em conta a eficiência do transporte om responsabilidade ambiental, social e econômica.

Os desafios da sustentabilidade naturalmente focam também a rentabilidade operacional, garantindo assim o retorno do investimento, o êxito do negócio, a saúde das empresas e a geração de empregos e impostos para o país.”

PLVB

Sob a coordenação do laboratório de transporte de carga da Coppe (Instituto Alberto Luiz de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Programa de Logística Verde Brasil (PLVB) é uma iniciativa estratégica de um grupo de empresas privadas que reflete o compromisso com a responsabilidade socioambiental.

O PLVB busca capturar, integrar, consolidar e aplicar conhecimentos com o objetivo de reduzir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa, em particular o dióxido de carbono (CO2), dos poluentes atmosféricos e também melhorar a eficiência logística e do transporte de carga no Brasil.

O PVBL trabalha com o desenvolvimento de um programa nacional de sustentabilidade logística que dará autonomia e treinará embarcadores, operadores de transporte, prestadores de serviços logísticos e todos os agentes que apoiem ou atuem nestas atividades.

O case da Mercedes-Benz, com o grupo Heineken e a Dinon Transportes foi destaque no Guia de Excelência em Sustentabilidade – Boas Práticas para o Transporte de Cargas –, lançado na cidade de São Paulo no ano passado pelo PLVB.