A Embraer registrou 72 pedidos firmes de jatos da família E2 nos nove primeiros meses de 2026. As encomendas ajudaram a elevar a carteira de pedidos da unidade de Aviação Comercial a US$ 15,8 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 5% ante o trimestre anterior.
Entre julho e setembro, a fabricante brasileira contabilizou 36 pedidos firmes de aeronaves E2, além de 30 opções e direitos de compra. Os contratos envolveram companhias aéreas de diferentes mercados e ampliaram a demanda pelos modelos E190-E2 e E195-E2, que atendem operações de menor capacidade em comparação com aeronaves de corredor único maiores.
O maior acordo anunciado no período envolveu o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca. O contrato prevê a compra firme de 20 jatos E195-E2, além de dez opções e 15 direitos de compra. Caso todas as possibilidades sejam exercidas, o negócio poderá chegar a 45 aeronaves.
A Binter, companhia espanhola que opera nas Ilhas Canárias, encomendou cinco E195-E2 adicionais e acrescentou quatro direitos de compra. Já a Luxair converteu em pedidos firmes três direitos de compra de E190-E2. A japonesa ANA Holdings, por sua vez, contratou mais oito E190-E2, elevando para 23 o total de pedidos firmes do acordo.
Desempenho no trimestre
A carteira comercial alcançou US$ 15,8 bilhões no trimestre, enquanto a Embraer entregou 22 aeronaves do segmento no período. No acumulado até setembro, foram 52 entregas, ante 46 nos nove primeiros meses de 2025.
Os números mostram que a entrada de novas encomendas precisa ser acompanhada pelo desempenho das entregas. A carteira representa contratos ainda por executar, e não faturamento já realizado. O prazo de produção e entrega dos aviões é um fator importante para determinar quando os pedidos serão convertidos em receita.
A família E2 é composta por jatos comerciais de nova geração, com versões de diferentes capacidades. A fabricante disputa esse mercado com modelos de outros produtores de aeronaves comerciais e busca atender companhias que precisam ajustar a capacidade dos aviões à demanda de suas rotas.
Os pedidos firmes e os direitos de compra têm pesos diferentes na avaliação da demanda. Enquanto os primeiros representam encomendas contratadas, opções e direitos dependem de decisões futuras dos clientes e não devem ser contabilizados como vendas firmes.
No conjunto, o crescimento anual de 4% da carteira comercial foi mais moderado que o avanço de 56% registrado pela unidade de Defesa e Segurança. Ainda assim, os contratos do E2 mantêm a aviação comercial como a maior unidade de negócios da Embraer em volume de pedidos, com US$ 15,8 bilhões, equivalente a cerca de 44% da carteira consolidada de US$ 35,7 bilhões no terceiro trimestre.
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