VLI estreia transporte ferroviário de sorgo para exportação

Companhia projeta movimentar mais de 800 mil toneladas até dezembro, com embarques pelos portos de Tubarão, Santos e Itaqui

Redação

A VLI iniciou o transporte ferroviário de sorgo destinado à exportação, com operações em três corredores logísticos que conectam regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste aos portos brasileiros. A companhia prevê movimentar mais de 800 mil toneladas do grão até o final de 2026, ampliando a participação da ferrovia no escoamento da produção agrícola.

Os primeiros embarques ocorreram em setembro, com destino à China. Até o encerramento do mês, a empresa havia movimentado mais de 250 mil toneladas, sendo 160 mil pelo Porto de Tubarão, no Espírito Santo, e 90 mil pelo Porto de Santos, em São Paulo.

Na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o sorgo segue por dois corredores: o Leste, com origem em Araguari (MG) e destino ao Porto de Tubarão, e o Sudeste, que conecta Uberaba (MG) ao Porto de Santos.

A operação também foi iniciada no Corredor Norte, que utiliza o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul para atender produtores da região do Matopiba. As primeiras cargas, originárias da Bahia, Maranhão e Tocantins, foram transportadas em setembro até o Porto do Itaqui, no Maranhão, com previsão de embarque marítimo em outubro para a China e países do norte da África.

Diversificação das cargas ferroviárias

Segundo a VLI, a operação representa a primeira movimentação ferroviária de sorgo brasileiro destinado à exportação. Para incorporar o produto aos corredores existentes, a companhia realizou adaptações nos processos operacionais e capacitação das equipes, utilizando a infraestrutura logística já disponível.

A iniciativa também amplia a diversificação das cargas transportadas pela empresa, que busca aproveitar sua capacidade ferroviária para atender novas demandas do agronegócio.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados pela VLI, Goiás concentra 26% da produção nacional de sorgo, seguido por Minas Gerais, com 19%. Os dois estados estão entre as principais origens das cargas atendidas pelos corredores ferroviários da companhia.

O sorgo é utilizado na alimentação animal, na produção de etanol e em diferentes aplicações industriais. A expansão das exportações abre uma nova frente de movimentação para a logística ferroviária brasileira, especialmente em corredores que já atendem o escoamento de grãos.

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