Traton inicia 2026 em queda nas vendas e Brasil puxa desempenho para baixo

Grupo dono de Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus entrega 68,6 mil veículos no trimestre, pressionado por América do Sul e Estados Unidos

Aline Feltrin

O Traton Group iniciou 2026 com retração nas vendas e indicou um cenário mais desafiador em mercados relevantes como o Brasil. A companhia entregou 68,6 mil veículos no primeiro trimestre, queda de 6% na comparação anual, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (13).

O desempenho foi impactado principalmente pela desaceleração nos Estados Unidos e na América do Sul, região estratégica para o grupo, especialmente por meio das operações da Scania e da Volkswagen Caminhões e Ônibus. A própria empresa destacou que o início do ano já era esperado como mais fraco, refletindo um ambiente de menor demanda no transporte rodoviário.

Na América do Sul, o Brasil aparece como um dos principais vetores dessa queda. A retração atinge diretamente as operações locais da Scania e da Volkswagen Caminhões e Ônibus, marcas com forte presença no país e grande exposição ao ciclo de renovação de frota. O movimento reforça a desaceleração já observada ao longo de 2025 e que se estende para 2026, em um contexto de juros elevados e maior cautela por parte das transportadoras na hora de investir.

Nos Estados Unidos, o impacto veio da operação da International Motors, que registrou queda mais acentuada nas entregas, refletindo a fraqueza do mercado de frete e um ambiente ainda marcado por excesso de capacidade. A combinação desses fatores tem levado clientes a adiar compras de novos caminhões.

Operação europeia traz alívio

Apesar do cenário negativo em regiões-chave, a operação europeia trouxe algum alívio. A MAN Truck & Bus registrou crescimento nas entregas, impulsionada por uma carteira de pedidos mais robusta e pela recuperação gradual da demanda no continente.

Outro ponto destacado pela companhia foi o avanço da eletrificação. As entregas de caminhões elétricos cresceram 38% no trimestre, indicando que, mesmo em um ciclo mais fraco, as montadoras seguem avançando na transição energética. Ainda assim, o volume total desses veículos permanece relativamente baixo frente ao mercado de modelos a diesel, o que limita seu impacto no resultado consolidado.

O desempenho da Traton no início do ano reforça a percepção de que 2026 começa com um ambiente mais desafiador para a indústria de caminhões, com pressão relevante em mercados como Brasil e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, evidencia que tendências estruturais, como a eletrificação, continuam avançando independentemente do ciclo econômico. O resultado financeiro completo do grupo será divulgado no fim de abril, quando a empresa apresentará dados detalhados de receita e rentabilidade.

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