Saiba por que a torre de controle da Brado se tornou peça-chave na logística multimodal

Na operadora logística, modelo focado no trecho rodoviário impulsiona OTD de 99% e leva NPS à zona de qualidade, com índice de 54

Redação

A torre de controle logístico deixou de ser apenas uma ferramenta de monitoramento para se tornar um elemento central na gestão da logística multimodal. Em 2025, a Brado Logística alcançou um índice de 99% de OTD (On Time Delivery) e registrou avanço relevante na percepção dos clientes, refletido em um NPS de 54 — patamar considerado zona de qualidade. A companhia atribui parte significativa desse resultado à maturação do modelo de torre de controle adotado na operação.

Implementada com foco na etapa rodoviária, a torre atua com acompanhamento em tempo real e capacidade de resposta imediata, ampliando a previsibilidade ao longo da cadeia. O conceito vai além do rastreamento convencional ao integrar monitoramento ativo, planejamento tático, gestão por alertas e ciclos contínuos de feedback, características que se mostram críticas em cadeias longas e multimodais.

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Dados e análises como base da decisão

A estratégia adotada pela Brado está alinhada a uma tendência mais ampla do setor, que utiliza dados e análises operacionais para conectar modais, reduzir riscos e mitigar impactos ao cliente. Relatório da Deloitte aponta que modelos analíticos aplicados à manutenção preditiva podem antecipar até 92% das falhas que afetam a disponibilidade de veículos, contribuindo para a redução de paradas e o aumento da eficiência operacional.

Na prática, a torre de controle permite transformar variáveis antes tratadas de forma reativa em informações acionáveis, com impacto direto na qualidade da entrega e no custo da operação.

Arquitetura operacional e expansão do modelo

Implementada em 2023, a torre de controle da Brado opera 24 horas por dia em parceria com a Xcelis, a partir de uma central instalada em Valinhos (SP). A estrutura monitora em tempo real o trecho rodoviário, acompanhando programação, controle de rotas, janelas de carregamento, causas de retenção e estimativas de chegada, além de reportar desvios e acionar alertas. O processo cobre desde a saída da carga do cliente até sua entrada no terminal ferroviário da companhia.

A partir desse ponto, analistas internos assumem a gestão do fluxo multimodal, integrando a janela ferroviária ao planejamento e à priorização de cargas. O modelo estreou em Sumaré (SP), foi posteriormente expandido para Rondonópolis (MT) e Santos (SP) e hoje atende 100% da base de clientes da empresa.

Para Giuliano Gorski, gerente de operações rodoviárias da Brado Logística, o impacto da torre vai além da digitalização. “O maior desafio da multimodalidade é sincronizar o rodoviário, que é altamente variável, com o ferroviário, que é mais estável e pautado por janelas. A torre atua justamente no trecho mais sujeito à dispersão, reduzindo incertezas e ampliando a previsibilidade”, afirma.

Indicadores mais precisos e redução de custos

Dentro do OTD consolidado, a torre de controle permite detalhar o desempenho por transportadora e por tipo de ocorrência, além de validar idade de frota, volume de retenções, impactos de trânsito e necessidade de rotas alternativas.

Esse nível de granularidade apoia renegociações, otimização de malhas e ajustes operacionais com ciclos de feedback mais curtos, contribuindo também para a redução de custos.

“Com métricas objetivas, a performance deixa de ser percepção e se transforma em dados. Transportadoras são avaliadas com critérios claros, clientes recebem atualizações consistentes e eventuais gargalos podem ser tratados antes de virarem custo”, complementa Gorski.

Desde sua implantação, o modelo passou por ciclos sucessivos de aprimoramento, com ampliação do escopo de dados, indicadores e processos. Ao longo desse processo, a torre deixou de ser vista como ferramenta de vigilância para se consolidar como infraestrutura estratégica de orquestração logística, elevando a qualidade da entrega e do atendimento no ambiente multimodal.

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