Transporte marítimo resiste à pandemia

Pelas projeções da Sulnorte, haverá redução de apenas 3% no volume total de atendimentos da empresa durante o ano de 2020

Após os impactos iniciais causados pela divulgação do agravamento do cenário mundial sobre a proliferação do Coronavírus e a classificação de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sulnorte, empresa de rebocadores controlada pelo Grupo H. Dantas, observou que alguns segmentos, em especial de exportação de commodities por via marítima, não sofreram tanto como os demais.

De acordo com Arthur Souto, gerente comercial da Sulnorte, a diversidade de segmentos em que a empresa atua permite uma análise realista da situação. “Nosso ramo de atuação conta com uma variada gama de clientes. Atendemos não apenas as empresas que operam navios dos mais diversos tipos, como também compradores ou vendedores das cargas transportadas. Essa realidade se traduz em um portfólio que engloba diversos setores, indo desde o mercado de consumo das famílias ao de produtos agrícolas, passando também pelo petroquímico”, explica. 

A Sulnorte cobre praticamente toda a costa do Brasil, o que aumenta ainda mais o mix de atendimento da empresa. ”Com o início das medidas de afastamento social, percebemos uma redução de volume de operações em algumas dessas atividades. O exemplo mais drástico foi no atendimento a navios de cruzeiro que interromperam totalmente suas escalas comerciais no Brasil no final de fevereiro. Entretanto, outros mercados, como o de exportação de commodities, em especial grãos e minério de ferro, estão mantendo seus volumes em linha com o que era esperado antes da pandemia”, ressalta Souto. 

Apesar dos impactos, não deve haver queda significativa nas operações da empresa. “Ao contatarmos nossos clientes, a fim de entendermos o comportamento atual e projeções de curto prazo de seus respectivos mercados, concluímos não haver expectativas de relevantes quebras de contratos de compra e venda e nem de redução na produção em decorrência do novo Coronavírus. Analisando diversos cenários, não acreditamos em reduções superiores a 3% em nosso volume total de atendimentos em 2020 causadas pela pandemia. Apesar dessa possibilidade de queda de volumes, entendemos que a diversidade de atuação e o cambio favorável à exportação protegerá a nossa atividade em relação a este pior cenário”, pontua Souto.

Outro ponto que vem merecendo bastante atenção da Sulnorte é o comportamento dos atores relacionados à infraestrutura portuária. “No início da pandemia se desenhava um forte receio de paradas e redução da eficiência nas operações por conta das medidas de distanciamento social que passaram a vigorar. No entanto, ao longo dos últimos 45 dias, monitoramos diariamente estas atividades e temos tido fortes sinais de que as medidas adotadas pelas superintendências portuárias e autoridades irão não apenas manter a segurança dos trabalhadores, como também minimizar eventuais impactos no ritmo normal de suas atividades”, avalia o executivo.

A companhia implementou diversas medidas para proteger os seus colaboradores e impedir a proliferação do vírus. As ações foram estabelecidas conforme a evolução do cenário e divulgação de novos decretos e orientações pelos órgãos governamentais. “Primeiramente, criamos um gabinete de crise para acompanhar de perto o cenário. O objetivo foi propor medidas necessárias para proteção de todos os nossos colaboradores e adotar ações com foco na mitigação de possíveis impactos nas operações dos rebocadores”, diz Luiz Felipe Antunes de Gouvêa, CEO da Sulnorte.

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