Painel do Transporte

Yamaha amplia operação logística no Brasil e nomeia novo diretor para acelerar a Yamalog

A Yamaha Motor do Brasil anunciou a nomeação de Carlos Lomonaco como diretor-adjunto de Logística e da Yamalog, empresa de soluções logísticas do grupo no país. O executivo chega com a missão de acelerar a expansão da operação, ampliar o portfólio de serviços e fortalecer a atuação da companhia no mercado logístico nacional.

Com mais de 15 anos de experiência em logística e supply chain, Lomonaco é engenheiro de produção, com pós-graduação em Gestão Logística e extensão em Finanças pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Ao longo da carreira, ocupou posições de gestão nas áreas de Projetos, Desenvolvimento de Negócios e Operações, atendendo segmentos como bens de consumo, varejo, indústria, automotivo, vestuário e cosméticos.

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A movimentação ocorre em um momento de expansão da Yamalog, criada em 2017 e considerada a primeira empresa de logística do Grupo Yamaha no mundo. Inicialmente estruturada para atender às operações internas da fabricante, a companhia passou a ampliar sua atuação para clientes externos, adotando modelo de operador logístico multimodal.

Expansão nacional da operação

A Yamalog iniciou suas atividades em Manaus, apoiando a cadeia industrial da Yamaha instalada no Polo Industrial da Zona Franca, e posteriormente expandiu operações para São Paulo com soluções logísticas in house. Parte do crescimento da empresa foi baseada no aproveitamento das rotas de retorno de caminhões ao Norte do país, estratégia que permitiu ampliar eficiência operacional e atender regiões com maior complexidade logística.

Atualmente, a empresa mantém 14 filiais no Brasil, quatro delas com operações de armazenagem geral, atendendo mais de dez segmentos econômicos, incluindo duas rodas, alimentício, industrial, cosméticos e têxtil.

Segundo Carlos Lomonaco, diretor-adjunto de Logística e da Yamalog, a companhia inicia uma nova fase de crescimento. “A Yamalog vive um novo ciclo, com foco em ampliar sua atuação no mercado e desenvolver soluções logísticas cada vez mais completas e competitivas. Minha missão é acelerar essa expansão, fortalecer parcerias e transformar eficiência operacional em geração de valor para os clientes”, afirmou o executivo.

A estrutura da operadora conta com certificações ISO 9001, ISO 45001 e ISO 14001, além de autorizações regulatórias de órgãos como Anvisa, Ibama e Vigilância Sanitária, reforçando o posicionamento da Yamaha como provedora de soluções integradas de logística no país.

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Invasão a terminal no Pará acende alerta para exportações pelo Arco Norte

A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) manifestou repúdio aos atos de violência registrados entre a noite de 20 e a madrugada de 21 de fevereiro, que resultaram na invasão e depredação do Terminal Portuário de Santarém, no Pará, além de ataques ao escritório da Cargill, em São Paulo.

Segundo a entidade, as ocorrências envolveram destruição de equipamentos, danos a estruturas operacionais e ameaças a trabalhadores, que teriam permanecido com a liberdade restrita por horas durante a ocupação irregular da instalação portuária.

Em nota oficial, a ABTP afirmou que práticas dessa natureza “são incompatíveis com o exercício legítimo do direito de manifestação e comprometem a continuidade de atividades consideradas essenciais para a logística nacional”.

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Terminal estratégico para o Arco Norte

O terminal de Santarém integra o chamado corredor logístico do Arco Norte, responsável por parcela crescente das exportações brasileiras de grãos, especialmente soja e milho provenientes do Centro-Oeste. Operado pela Cargill, o ativo é utilizado para o transbordo de cargas transportadas por hidrovias e rodovias com destino ao mercado internacional.

Nos últimos anos, a região consolidou-se como alternativa logística aos portos do Sudeste, reduzindo distâncias de transporte terrestre e custos de exportação do agronegócio brasileiro.

A ABTP destacou que as reivindicações associadas aos protestos dizem respeito a temas de competência do Governo Federal e avaliou que direcionar ações contra empresas privadas “fragiliza a segurança jurídica e coloca em risco empregos, renda e a continuidade das operações”.

Pedido de atuação das autoridades

A entidade declarou solidariedade à Cargill e solicitou às autoridades públicas a adoção imediata de medidas para restabelecer o funcionamento seguro do terminal, garantir a integridade dos trabalhadores e assegurar a apuração dos fatos, incluindo perícias técnicas sobre os danos registrados.

Para a associação, a interrupção forçada de atividades portuárias afeta diretamente o ambiente de negócios e pode gerar impactos logísticos relevantes, especialmente em corredores estratégicos de exportação de commodities agrícolas.

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Fim do Chapter 11: Azul reduz dívida em US$ 2,5 bilhões

O Chapter 11 é um instrumento da legislação de falências dos Estados Unidos que permite a empresas em dificuldade financeira reorganizar suas dívidas e continuar operando normalmente, sob supervisão judicial.

A Azul S.A. anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira e saída do Chapter 11 da legislação norte-americana, encerrando um ciclo iniciado em 2025 com o objetivo de recompor sua estrutura de capital e reduzir o nível de endividamento.

O Chapter 11 é um instrumento da legislação de falências dos Estados Unidos que permite a empresas em dificuldade financeira reorganizar suas dívidas e continuar operando normalmente, sob supervisão judicial.

Com a homologação definitiva do plano pela Justiça dos Estados Unidos, a companhia aérea brasileira deixa o processo com balanço significativamente fortalecido, após receber US$ 850 milhões em novos investimentos em ações e reduzir aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas financeiras e obrigações de arrendamento de aeronaves.

A reestruturação contou com o apoio de credores, arrendadores e parceiros estratégicos da empresa, entre eles a AerCap, além das companhias aéreas United Airlines e American Airlines. A United participou do aporte com US$ 100 milhões, enquanto a American Airlines assumiu compromisso adicional de investimento de igual valor, ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Segundo John Rodgerson, CEO da Azul, o encerramento do Chapter 11 representa um marco na trajetória da companhia. “Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e posicionou a Azul para a estabilidade de longo prazo”, afirmou o executivo.

Menor alavancagem da história

Com a conclusão do processo, a Azul passou a operar com alavancagem líquida proforma inferior a 2,5 vezes, além de reduzir em mais de 50% as despesas anuais com juros. A dívida de arrendamento de aeronaves foi reduzida em cerca de 36%, enquanto os custos de leasing caíram aproximadamente um terço, sem impacto na capacidade operacional.

Durante o período de reestruturação, a companhia manteve suas operações regulares, com cerca de 800 voos diários e índice de pontualidade de 85,1%. Em 2025, a Azul transportou 32 milhões de passageiros — o maior volume de sua história — operando uma frota de aproximadamente 175 aeronaves em mais de 130 cidades brasileiras.

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Diesel B pode atingir 70,8 milhões de m³ em 2026; importações seguem elevadas e pressionam logística

A demanda por diesel B no Brasil pode alcançar 70,8 milhões de metros cúbicos em 2026, alta de 1,9% sobre 2025, segundo revisão da consultoria StoneX. A projeção está diretamente associada à expectativa de safra agrícola mais robusta e ao aumento do fluxo de veículos pesados nas principais rotas de escoamento.

O diesel é o principal insumo do transporte rodoviário de cargas — modal responsável por mais de 60% da movimentação de mercadorias no país — e qualquer variação na demanda ou na dependência de importações tem impacto direto sobre custos logísticos e formação de frete.

“A elevação das estimativas de safra, especialmente de soja, sustenta um maior fluxo de transporte de grãos no país e, consequentemente, um consumo mais elevado de diesel B em 2026”, afirma Bruno Cordeiro, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Regionalmente, o maior avanço deve ocorrer no Sul, com recuperação das safras de soja e milho, e no Sudeste, impulsionado por exportações dos setores agrícola, industrial e extrativista. O Centro-Oeste pode registrar crescimento mais moderado.

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Importações seguem elevadas

No cenário base, com manutenção do B15 ao longo do ano, a demanda por diesel A deve atingir 60,4 milhões de m³, exigindo importações de 17,8 milhões de m³ — o maior volume da série histórica, segundo a StoneX. Mesmo com leve avanço da produção nacional, as importações devem representar entre 29% e 29,3% da oferta total.

Esse nível de dependência mantém o setor de transporte exposto à volatilidade internacional de preços e ao câmbio, fatores que influenciam diretamente o custo operacional das transportadoras.

“A depender da evolução do mandato de biodiesel ao longo do ano, podemos observar diferenças relevantes na demanda por diesel A e no volume a ser importado”, explica Cordeiro.

Biodiesel pode aliviar pressão

Caso o percentual obrigatório de mistura avance para B16 no segundo semestre, a demanda por diesel fóssil pode recuar para 59,9 milhões de m³, reduzindo marginalmente o volume a ser importado. Nesse cenário, o consumo de biodiesel pode superar 10,7 milhões de m³, novo recorde da série.

Segundo Isabela Garcia, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o desempenho dependerá das definições do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Trabalhamos com diferentes cenários porque ainda há incertezas sobre o cronograma de elevação da mistura”, afirma.

Em 2025, as vendas de diesel B totalizaram 69,4 milhões de m³, alta de 3%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O avanço foi sustentado pelo crescimento da atividade agrícola e industrial, ampliando o tráfego de veículos pesados nas rodovias.

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Porto de Santos inicia 2026 com maior janeiro da história

O Porto de Santos (SP) movimentou 12,7 milhões de toneladas em janeiro de 2026, alta de 9,5% sobre o mesmo mês do ano anterior e novo recorde para o período. O volume também supera em 6,8% a marca histórica anterior para janeiro, registrada em 2024.

Tradicionalmente considerado um mês de menor movimentação devido a fatores climáticos e sazonais, janeiro abriu o ano com desempenho acima da média, impulsionado principalmente pelo agronegócio.

Na movimentação de contêineres, o porto registrou 467.223 TEU, melhor resultado da história para o mês e avanço de 1,4% em relação a janeiro de 2024. O número de atracações chegou a 446 navios, crescimento de 2,5% frente a janeiro de 2025.

“É mais uma boa notícia, que confirma que os bons resultados alcançados até o momento não foram sorte, mas planejamento”, afirma Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS). “Acabamos de receber do governo do presidente Lula a aprovação da ampliação da área do Porto de Santos, o que vai garantir que os recordes continuem sendo quebrados”, acrescenta.

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Agronegócio sustenta avanço

O desempenho foi puxado principalmente pelos embarques de açúcar e do complexo soja. O açúcar somou 1,57 milhão de toneladas no mês, alta de 36,8% na comparação anual, revertendo tendência de queda observada em 2025. Já o complexo soja — grãos e farelo — alcançou 1,56 milhão de toneladas, crescimento de 79,6% sobre janeiro do ano anterior, beneficiado pela maior disponibilidade do produto e pela demanda externa.

Mesmo com o crescimento absoluto da movimentação, a participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira teve leve recuo, passando de 29,6% no fechamento de 2025 para 29,5% em janeiro de 2026.

Maior complexo portuário da América Latina, Santos concentra parcela relevante das exportações brasileiras de commodities agrícolas e segue como principal porta de saída da produção do Centro-Sul do país.

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Greve geral paralisa embarques de grãos na Argentina

Os reflexos greve geral de 48 horas na Argentina, encerrada ontem (19), contra a proposta de reforma trabalhista do governo do presidente Javier Milei, podem ser constatados em diversos segmentos econômicos. Segundo a câmara de exportadores e processadores de grãos CIARA-CEC, a paralisação interrompeu embarques nos principais portos do país.

A Argentina é um dos maiores fornecedores globais de grãos e o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja. O impacto da greve recai principalmente sobre o complexo portuário da região de Rosário, um dos maiores polos de exportação agrícola do mundo.

“A paralisação de 48 horas está claramente levando as atividades agroexportadoras a uma paralisação total”, afirmou Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC a agências de notícias internacionais. “Acreditamos que se trata de uma medida puramente política, distante de necessidades específicas”, acrescentou.

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Reforma trabalhista amplia tensão sindical

O projeto de reforma trabalhista defendido pelo governo Milei foi aprovado pela Câmara dos Deputados da Argentina no início da madrugada desta sexta-feira (20) e segue para o Senado para aprovação final.

A nova legislação prevê limitar o direito de greve, impor teto às indenizações por demissão, restringir pagamentos por afastamento médico e reduzir a possibilidade de ações judiciais trabalhistas. O projeto é uma das principais bandeiras econômicas da atual administração e enfrenta forte resistência sindical.

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Velox prepara expansão no transporte de cargas em 2026

A Velox Soluções Técnicas, especializada na gestão operacional de ocorrências no transporte rodoviário de cargas, transferiu sua sede administrativa para Barueri (SP) e iniciou um processo de reestruturação voltado à expansão das operações a partir de 2026.

A mudança ocorre em um momento de maior pressão sobre a gestão de risco no transporte, com aumento da complexidade operacional, exigências de seguradoras e necessidade de resposta rápida a ocorrências como roubos, avarias, extravios e tombamentos.

Fundada em 2013, a empresa realiza mais de 2 mil atendimentos mensais no Brasil e mantém uma rede credenciada de 15 mil prestadores de serviços. Atende cerca de 250 clientes corporativos diretos no país e mais de 100 nas operações internacionais, que incluem Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

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Estruturação para crescimento

Segundo Jeder Ribas, diretor executivo da Velox, a transferência da sede integra um movimento mais amplo de profissionalização da gestão.

“Estamos mudando de patamar. A Velox sempre foi forte operacionalmente e agora estamos investindo pesado na sofisticação da nossa gestão e no fortalecimento do nosso time de colaboradores para oferecer uma entrega ainda mais técnica e ágil aos nossos clientes”, afirma.

Paralelamente, a empresa firmou parceria com o programa Giants, do Grupo Acelerador, voltado ao desenvolvimento de práticas de governança, planejamento estratégico e gestão financeira.

“O crescimento dos últimos anos exigiu que a empresa evoluísse não apenas na operação, mas também na forma de planejar, gerir pessoas e estruturar decisões. A combinação da nova sede com a aceleração em gestão cria condições para sustentar esse crescimento de maneira ainda mais organizada”, declara Ribas.

Localizada em um dos principais polos corporativos da Região Metropolitana de São Paulo, o executivo empresa avalia que a proximidade com transportadoras, seguradoras e operadores logísticos pode facilitar a ampliação de negócios no mercado nacional e regional.

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Embraer mira mercado de reabastecimento aéreo dos EUA em parceria com a Northrop Grumman

A Embraer firmou parceria com a norte-americana Northrop Grumman para desenvolver uma versão aprimorada do KC-390 Millennium voltada ao mercado de reabastecimento em voo dos Estados Unidos e de nações aliadas. A iniciativa busca posicionar a aeronave como alternativa em futuros programas da Força Aérea dos EUA (USAF), em um segmento historicamente dominado por fabricantes locais.

Segundo as empresas, o objetivo é integrar ao KC-390 um sistema avançado de reabastecimento aéreo por boom, além de melhorias em comunicações, consciência situacional, autoproteção e sistemas de missão. A proposta é ampliar o alcance e a flexibilidade operacional da aeronave em cenários de combate e apoio logístico.

A cooperação envolve investimentos conjuntos para acelerar o desenvolvimento do chamado KC-390 Multi-Mission Tanker, versão adaptada às exigências do mercado norte-americano. O movimento ocorre em meio à crescente demanda global por capacidades de mobilidade aérea e reabastecimento em voo, consideradas estratégicas em operações de longo alcance.

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“Estamos atentos às necessidades de nossos clientes, principalmente dos países aliados que buscam maior autonomia e eficiência operacional, e estamos explorando novas tecnologias que aumentarão a versatilidade da comprovada plataforma KC-390, proporcionando assim a autonomia operacional que nossos clientes precisam”, afirma Tom Jones, vice-presidente Corporativo e Presidente da Northrop Grumman Sistemas Aeronáuticos.

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Para Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, a parceria reforça o posicionamento do KC-390 como plataforma competitiva no mercado internacional. “Juntos, vamos alavancar os pontos fortes de duas empresas líderes na indústria de defesa, com foco no desenvolvimento de um sistema boom de reabastecimento em voo para o KC-390 Millennium, de forma a fornecer a capacidade adequada ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos e a outras nações aliadas. O KC-390 é uma plataforma operacional comprovada, com boa relação custo-benefício e que pode ser rapidamente incorporada à frota da Força Aérea dos EUA”, declara.

Mercado estratégico e competição elevada

O segmento de aeronaves-tanque é considerado um dos mais estratégicos dentro da aviação militar, dada sua importância para ampliar o raio de ação de caças e aeronaves de transporte. A iniciativa da Embraer, em parceria com a Northrop Grumman, sinaliza tentativa de ampliar presença no mercado norte-americano, tradicionalmente concentrado em fornecedores domésticos.

O KC-390 já opera em forças aéreas como Brasil e Portugal e vem sendo promovido como alternativa de médio porte para missões de transporte tático, evacuação aeromédica, combate a incêndios e reabastecimento em voo. A eventual entrada no mercado dos Estados Unidos representaria avanço relevante na estratégia internacional da divisão de defesa da fabricante brasileira.

As empresas não informaram cronograma para a nova configuração nem detalhes sobre possíveis programas específicos da USAF.

Rodovias absorvem 76% dos recursos federais de transportes e somam R$ 12,7 bi em 2025

Os investimentos federais em rodovias alcançaram R$ 12,7 bilhões em 2025, o equivalente a 76,2% de todo o recurso pago pela União e por empresas estatais no setor de transportes no período. O dado consta do Boletim Unificado de janeiro de 2026, elaborado pelo Ministério dos Transportes, e confirma a centralidade do modal rodoviário na política de infraestrutura do país.

Segundo o levantamento, a execução orçamentária do segmento superou 100% do valor autorizado para o exercício, indicando ampliação de desembolsos ao longo do ano. Na prática, o volume aplicado se traduz em obras de manutenção e recuperação em andamento, além de intervenções voltadas à melhoria da trafegabilidade e da segurança viária.

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Impacto na operação de transporte

Para o setor de transporte de cargas, a regularidade nos aportes públicos tem reflexos diretos na operação. Estradas em melhores condições reduzem o desgaste da frota, diminuem o risco de acidentes relacionados à pista e contribuem para maior previsibilidade nos prazos de entrega.

“O investimento em rodovia salva vidas. Para quem vive na estrada, ver o recurso chegando na ponta, em forma de asfalto novo e sinalização, significa trabalhar com menos risco. A regularidade nos aportes traz segurança para os trabalhadores e para todas as famílias que viajam pelo país”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg).

A entidade reúne cerca de 5.000 trabalhadores especializados no transporte de veículos zero quilômetro. O segmento movimenta aproximadamente 3 milhões de unidades por ano no Brasil, operação que depende de prazos rígidos e condições adequadas de infraestrutura.

“A previsibilidade é a base da eficiência logística. Quando temos estradas em melhores condições, conseguimos cumprir prazos com segurança e preservar o equipamento. O transporte de veículos exige precisão, e a continuidade dos investimentos é fundamental para sustentar a operação de um setor que movimenta aproximadamente 3 milhões de veículos zero quilômetro a cada ano”, declara Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.

Desde 2023, os pagamentos federais em rodovias permanecem acima de R$ 12 bilhões anuais, segundo o boletim. Para o sindicato, a consolidação desse patamar reforça a necessidade de tratar a infraestrutura rodoviária como política de Estado permanente, com recursos assegurados para conservação e expansão da malha.

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DAF entrega caminhão customizado para operação de ouro no Suriname

A DAF Caminhões Brasil entregou um caminhão CF Mineração 8×4 adaptado para atuar em uma operação de extração de ouro no Suriname. O modelo recebeu configuração diferente da usual no setor: em vez de caçamba basculante, combina guindaste articulado e sistema roll-on/roll-off, que permite a troca rápida de carrocerias.

Para viabilizar a operação, o veículo passou por alterações estruturais, incluindo aumento do entre-eixos, reforços no chassi e reconfiguração eletrônica após a instalação dos equipamentos. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a versatilidade do caminhão em atividades de apoio à mineração, possibilitando tanto o içamento de cargas pesadas quanto o transporte de máquinas e veículos leves.

O modelo é equipado com motor PACCAR MX-13 de 480 cavalos e tem peso bruto total (PBT) de 58 toneladas. A adaptação faz parte da estratégia da montadora de atender demandas específicas de operações fora de estrada, segmento impulsionado por projetos de mineração e infraestrutura na América do Sul.

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