O combate ao roubo de cargas no Brasil precisa ir além da prisão dos criminosos que abordam caminhões nas estradas. É necessário atingir também quem financia, armazena, recebe e comercializa as mercadorias roubadas. Essa é a avaliação da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), após a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado Federal, em 3 de novembro.
Em manifestação divulgada nesta sexta-feira (6), a entidade chama a atenção para os efeitos da criminalidade sobre o transporte rodoviário de cargas. Segundo a associação, os crimes contra veículos, mercadorias, profissionais e operações logísticas não provocam apenas prejuízos às empresas e riscos aos trabalhadores. Também comprometem o abastecimento da população, a continuidade das atividades produtivas e a competitividade econômica.
Para a NTC, o enfrentamento desses delitos depende de ações coordenadas e permanentes, capazes de alcançar toda a estrutura econômica que sustenta o mercado ilegal de mercadorias. Isso inclui os responsáveis pela receptação, pelo financiamento, pelo armazenamento e pela comercialização dos produtos roubados, além dos beneficiários econômicos dessas atividades.
A manifestação ocorre após a aprovação da PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. A proposta contempla mudanças na organização federativa da segurança, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a cooperação entre instituições, a investigação criminal e o enfrentamento das organizações criminosas, além de questões relacionadas ao sistema penitenciário e ao financiamento da segurança pública.
A associação ressalta, porém, que a aprovação da proposta precisa ser acompanhada de medidas para sua implementação. Entre as condições apontadas estão governança nacional, planejamento e recursos adequados, além de providências normativas e operacionais que respeitem o pacto federativo e a autonomia dos Estados.
A NTC também defende uma atuação integrada entre prevenção da criminalidade, policiamento ostensivo, inteligência e investigação criminal, em articulação com o Ministério Público, o Poder Judiciário e o sistema penitenciário.
A entidade afirma que mantém interlocução com os Poderes Executivo e Legislativo, nas esferas federal, estadual e municipal, e com instituições do sistema de justiça, por meio de estudos e contribuições técnicas sobre temas relacionados à economia, à regulação, à infraestrutura e à segurança do transporte.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



