Receita de carga da Emirates sobe 52% e lucro cai

SkyCargo transportou 1,2 milhão de toneladas, queda de 1%. Combustível mais caro pressionou o resultado do grupo

Redação

A receita de carga da Emirates cresceu 52% entre abril e setembro de 2026, mesmo com a queda de 1% no volume transportado pela SkyCargo, que movimentou 1,2 milhão de toneladas. O avanço ajudou a amortecer a retração da receita da companhia aérea, que caiu 13%, para US$ 15,5 bilhões, no primeiro semestre do exercício fiscal de 2026/27.

Segundo a Emirates, o conflito no Golfo reduziu a capacidade disponível para o transporte aéreo de cargas. Ao mesmo tempo, as interrupções no transporte marítimo levaram embarcadores a buscar alternativas por via aérea. No semestre, a SkyCargo recebeu cinco cargueiros Boeing 777, colocou em operação seu primeiro avião de passageiros convertido em cargueiro e acrescentou Almaty, no Cazaquistão, e Zhengzhou, na China, à rede de voos cargueiros.

Combustível pressiona lucro

O Grupo Emirates registrou lucro após impostos de cerca de US$ 1 bilhão, queda de 66% em relação ao mesmo semestre do exercício anterior. O lucro antes dos impostos também recuou 66%, para US$ 1,1 bilhão, enquanto a receita consolidada caiu 12%, para US$ 18 bilhões. Na companhia aérea, o lucro antes dos impostos diminuiu 68%, para cerca de US$ 1 bilhão.

O gasto da companhia aérea com combustível subiu 60% antes dos ganhos com a proteção contra oscilações de preço, apesar da redução de 12% no volume abastecido. Com o efeito dessas operações financeiras, o aumento do custo líquido ficou em 13%. O combustível respondeu por 34% dos custos operacionais da aérea no semestre.

Tráfego de passageiros recua 22%

As restrições e os fechamentos intermitentes do espaço aéreo na região levaram a Emirates a reduzir a programação de voos. A companhia transportou 21,8 milhões de passageiros no semestre, 22% a menos que um ano antes. A taxa de ocupação caiu de 79,5% para 72%. Ao fim de setembro, a empresa havia restabelecido 91% da malha que operava antes das interrupções.

Na dnata, braço de serviços aeroportuários do grupo, a movimentação de carga caiu 6%, para 1,49 milhão de toneladas. A receita da empresa recuou 7%, para US$ 3 bilhões, e o lucro antes dos impostos caiu 51%, para US$ 112 milhões.

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